A Polícia Federal prendeu neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Victor Lima Sedlmaier, um dos alvos foragidos da 6ª fase da Operação Compliance Zero. Ele deve retornar ao Brasil ainda hoje pelo Aeroporto de Guarulhos.
Sedlmaier é suspeito de integrar “Os Meninos”, grupo especializado em ataques cibernéticos e monitoramento digital ilegal que atuava em benefício de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
O grupo “Os Meninos” era descrito pela PF como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal. A organização atuava diretamente em benefício de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master — instituição financeira no centro de ampla investigação conduzida pelo STF.
As prisões preventivas desta 6ª fase da Compliance Zero foram decretadas pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo. O mandado contra Sedlmaier havia sido expedido na quinta-feira (14), mas ele conseguiu fugir antes de ser detido em solo brasileiro — sendo alcançado dois dias depois nos Emirados Árabes.
A prisão em Dubai ocorre dois dias depois de a PF prender David Henrique Alves, apontado como líder de “Os Meninos”, na mesma 6ª fase da Compliance Zero — operação que já havia expedido mandado contra Sedlmaier na quinta-feira. Leia mais sobre a prisão do líder do grupo hacker.
A captura foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues. O retorno de Sedlmaier ao Brasil ainda no mesmo dia em que foi preso demonstra a eficiência da cooperação entre a Polícia Federal e as autoridades dos Emirados Árabes Unidos.
Sedlmaier já aparecia no centro do esquema de destruição de provas: foi ele quem recebeu a ordem de esvaziar a casa do líder do grupo em Lagoa Santa (MG) horas após outra fase da Compliance Zero — conduta que a PF utilizou para fundamentar sua prisão preventiva. Veja como o esquema de destruição de provas foi revelado.
A Operação Compliance Zero é um dos principais desdobramentos do Caso Master, que investiga irregularidades no Banco Master e na rede de influência digital e financeira construída ao redor da instituição. Com a captura em território estrangeiro, a investigação avança para além das fronteiras brasileiras.
