Política

Contrato revela Eduardo Bolsonaro como produtor de filme bancado por Vorcaro

Documento digital assinado em janeiro de 2024 também lista Mario Frias como produtor-executivo da produção investigada
Revelação de Eduardo Bolsonaro produtor filme Dark Horse financiado por Vorcaro e Banco Master

Um contrato obtido pelo Intercept Brasil e confirmado pela TV Globo mostra que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) assinou um acordo como produtor-executivo do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O documento foi assinado digitalmente em 30 de janeiro de 2024. O deputado federal Mario Frias (PL-SP) aparece no mesmo contrato na mesma função. A produtora responsável é a GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos.

A revelação aprofunda o escândalo que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e com proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal. Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões pelo financiamento do filme — valor confirmado pela TV Globo.

Dois dias antes, o site já havia revelado que Flávio Bolsonaro cobrou pessoalmente a Vorcaro as parcelas atrasadas do patrocínio de R$ 61 milhões ao mesmo filme. O senador fluminense e pré-candidato à Presidência da República pelo PL aparece em áudio pressionando pelos pagamentos.

O que a investigação apura

Uma das linhas de apuração, levantada pelo blog da jornalista Andreia Sadi, busca esclarecer se o dinheiro foi destinado oficialmente à produção cinematográfica ou se o projeto serviu apenas como pretexto para justificar transferências destinadas a cobrir despesas de Eduardo nos Estados Unidos.

O contrato previa que os produtores-executivos se envolvessem em “considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme”, elaboração de documentação para investidores e identificação de fontes de recursos, incluindo créditos fiscais, colocação de produtos e patrocínio — atribuições tipicamente ligadas à captação financeira, não à criação artística.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e não retornou ao Brasil desde então. Na quinta-feira (14), ele publicou nas redes sociais que seu status migratório americano o impediria de receber recursos de um fundo de investimento ligado a Vorcaro — argumento que não responde diretamente à questão central levantada pela investigação.

A dúvida que persiste é se o contrato de produção foi utilizado como justificativa formal para legitimar as transferências financeiras, ou se o dinheiro realmente financiou o desenvolvimento do projeto cinematográfico.

O escândalo segue em desdobramento. O Intercept continua atualizando a reportagem, e a TV Globo acompanha as apurações. A função de produtor-executivo prevista no acordo incluía obrigações que estão no centro das investigações sobre a origem e o destino dos R$ 61 milhões pagos por Vorcaro.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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