Economia

Tebet defende fim da taxa das blusinhas e nega viés eleitoral

Ex-ministra diz que imposto de 20% cumpriu papel na arrecadação e proteção da indústria nacional
Tebet defende a taxa das blusinhas nas eleições 2026

Simone Tebet (PSB) defendeu nesta sexta-feira (15) o fim da taxa das blusinhas e rejeitou que a revogação tenha motivação eleitoral. A declaração foi feita no 3º Fórum Mulheres na Política, em Limeira (SP).

Para a ex-ministra do Planejamento, o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 foi necessário para “colocar ordem na casa” — mas, dois anos depois, “não se justifica mais”.

Os argumentos de Tebet para os dois anos de cobrança

Questionada diretamente sobre o caráter eleitoral da revogação, Tebet listou três justificativas que teriam legitimado a taxa desde sua criação: a organização da Receita Federal no combate à evasão fiscal, a segurança do consumidor e o equilíbrio competitivo da indústria brasileira.

Na visão da ex-ministra, a cobrança foi uma resposta à competição desleal que plataformas internacionais impunham ao pequeno comércio nacional. “Isso foi apenas necessário para colocar ordem na casa, para não prejudicarmos as empresas nacionais, o pequeno comércio brasileiro que estava tendo uma competição desleal”, argumentou.

Tebet também apontou a necessidade de controle sanitário sobre produtos importados. “Tem que ter segurança na Anvisa, no Inmetro, para o produto chegar com segurança. Um brinquedo, por exemplo, que criança vai colocar na boca pode contaminar”, disse.

A declaração ocorre três dias após Lula assinar a medida provisória que encerrou formalmente a cobrança — evento que ela própria ajudou a anunciar como integrante da equipe econômica. Saiba como a MP foi assinada e o que muda para o consumidor.

Eleições 2026 no horizonte da revogação

O timing da extinção do imposto não passou despercebido. A taxa das blusinhas havia se tornado um dos símbolos mais visíveis do que críticos chamavam de “tributação do cotidiano” — e sua revogação, a menos de um ano das eleições de 2026, foi lida por adversários como concessão política do governo Lula.

Tebet, que integra o PSB e compõe a base governista, optou por defender a medida como evolução natural de uma política que cumpriu seu ciclo. Para ela, o imposto foi necessário em seu momento, mas a situação atual não exige mais a cobrança — sem detalhar, porém, quais mecanismos substituirão a arrecadação gerada nos últimos dois anos.

A mesma indústria que Tebet diz ter querido proteger durante a vigência do imposto reagiu com veemência à revogação, alertando para o risco de 1,1 milhão de empregos segundo projeção da FIEMG. Veja como o setor produtivo respondeu ao fim da taxa das blusinhas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

PF transfere investigação de fraudes no INSS para setor que apura políticos no STF

Pesquisadoras da USP descobrem nova espécie em vulcão da Antártida

Policial alvo da Operação Sem Refino guardava R$ 500 mil em caixa com bilhete irônico

China renova licenças de carne bovina dos EUA após cúpula Trump-Xi