Política

Áudio expõe Flávio Bolsonaro pressionando Vorcaro por pagamentos de filme

Senador temia calote em Jim Caviezel enquanto banqueiro investigado por fraude bilionária de R$ 12 bi
Áudio Flávio Bolsonaro cobrando Vorcaro por pagamentos: pressão do senador sobre banqueiro investigado

Um áudio enviado por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, em setembro de 2025, revela o senador pressionando por pagamentos atrasados de um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.

O conteúdo foi divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Intercept Brasil e confirmado pela TV Globo junto a investigadores e fontes com acesso ao caso.

Na gravação, Flávio menciona o risco de “dar calote” no ator Jim Caviezel e no diretor Cyrus Nowrasteh — descrito por ele como “renomadíssimos no cinema americano, mundial”.

As trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro ocorreram entre setembro e novembro de 2025. Na gravação de setembro, o senador admite o constrangimento de cobrar o banqueiro — que já vivia seu próprio momento “dificílimo” —, mas justifica a pressão pela urgência financeira do projeto.

“Tô preocupado com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme”, disse Flávio na gravação, alertando que sem os pagamentos o projeto perderia contratos, atores, diretor e equipe inteira. A mensagem termina com apelo direto: “Podendo dar um toque aí, irmão”.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em São Paulo pela Polícia Federal, acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras estimado em até R$ 12 bilhões — um dos maiores escândalos do sistema financeiro brasileiro recente.

Questionado por repórteres ao sair do STF na tarde de quarta-feira (13), Flávio encerrou a entrevista chamando o assunto de “mentira”. Horas depois, gravou um vídeo confirmando ter pedido o financiamento a Vorcaro — mas enquadrando a negociação como patrocínio privado, sem recursos públicos ou Lei Rouanet, e negando ter “relações espúrias” com o banqueiro.

Reações e impacto eleitoral

As revelações provocaram reações imediatas no campo conservador. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, classificou a conduta do senador como “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem”, colocando em xeque uma eventual aliança eleitoral com Flávio para 2026.

O timing político aprofunda o constrangimento: dias antes do áudio vir a público, Flávio ainda usava o escândalo do Banco Master como munição eleitoral contra o PT, exigindo uma CPI enquanto, segundo o Intercept, cobrava parcelas do próprio Vorcaro. Em sua defesa pública após a repercussão, o senador voltou a defender a instalação da CPI do Master.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PL, Flávio enfrenta agora a exposição de uma relação financeira com um banqueiro investigado por fraudes bilionárias — justamente no ciclo de montagem das candidaturas para 2026. O filme, com Jim Caviezel no elenco, era visto como peça estratégica de promoção da imagem da família Bolsonaro no exterior.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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