Negócios

Porto Seguro e Fleury abandonam projeto de R$ 500 mi com Oncoclínicas

Saída das duas empresas enterra plano que previa reestruturar dívida bilionária do grupo de oncologia
Porto Seguro e Fleury desistem de parceria com Oncoclínicas

Porto Seguro e Fleury encerraram as negociações para criar uma nova empresa de oncologia em parceria com a Oncoclínicas. As desistências foram comunicadas ao mercado em dias consecutivos, nesta segunda e terça-feira.

A Porto Seguro formalizou a saída nesta terça-feira (14 de abril), ao notificar a Oncoclínicas sobre o encerramento das tratativas. O Fleury havia anunciado sua retirada na véspera. Com isso, a Oncoclínicas fica liberada da cláusula de exclusividade prevista no acordo.

O projeto previa aporte conjunto de cerca de R$ 500 milhões e tinha como eixo central a reestruturação de uma dívida superior a R$ 4 bilhões da Oncoclínicas.

O que seria a NewCo

As negociações, iniciadas em março de 2026, giravam em torno da criação de uma NewCo — veículo societário que reuniria as clínicas de oncologia da Oncoclínicas sob controle compartilhado com Porto Seguro e Fleury. O projeto havia tomado forma quando a Oncoclínicas confirmou o term sheet com a Porto Seguro, que teria participação mínima de 30% no negócio.

O modelo previa que as duas sócias aportassem cerca de R$ 500 milhões na nova empresa. Em contrapartida, parte das dívidas seria absorvida ou convertida em participação societária na NewCo, viabilizando uma reestruturação de um passivo estimado em mais de R$ 4 bilhões.

Três semanas antes do cancelamento, o Fleury havia formalizado sua entrada ao assinar aditivo ao acordo, prevendo a absorção de até R$ 2,5 bilhões das dívidas do grupo. O avanço até esse estágio sinalizava comprometimento real das partes — o que tornou o cancelamento mais impactante para investidores.

Apesar do potencial de consolidação no setor, a operação ainda dependia de auditorias, definições internas e aprovação de reguladores — condições que aumentavam a incerteza sobre sua viabilidade.

Com o fim das tratativas, a Oncoclínicas segue sem uma solução definida para seu endividamento bilionário. A empresa havia apostado na criação da NewCo como caminho para reorganizar seus passivos e ganhar fôlego financeiro — alternativa que agora se desfaz.

Para o mercado, o encerramento das negociações representa o fim de um movimento que chegou a gerar expectativa sobre uma reestruturação relevante no segmento de oncologia no Brasil. As três companhias — todas listadas em bolsa — seguem caminhos independentes.

A pressão sobre a Oncoclínicas tende a crescer: com uma dívida acima de R$ 4 bilhões e sem um parceiro estratégico à vista, a gestão do grupo precisará buscar novas alternativas para equacionar seu passivo. Porto Seguro e Fleury, por sua vez, mantêm suas estratégias no setor de saúde sem o projeto conjunto.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

BRB firma acordo para vender R$ 15 bi em ativos herdados do Master

Guimarães adia PL dos apps para após eleições e expõe racha do governo

Militares repassaram R$ 137 mi ao Master via consignados entre 2020 e 2026

Diesel recua pela primeira vez desde o início da guerra e vai a R$ 7,43