O petróleo abriu em alta no mercado asiático nesta segunda-feira (11) após Donald Trump rejeitar a resposta do Irã à proposta de paz de Washington e Teerã renovar suas ameaças ao Estreito de Ormuz.
O Brent para julho avançou 2,69%, a US$ 104,01 por barril. O West Texas Intermediate (WTI) subiu 2,54%, chegando a US$ 97,84.
A rejeição americana marca mais um ciclo de ruptura diplomática entre Washington e Teerã. Em abril, tratativas realizadas em Islamabad também terminaram sem acordo — o colapso daquelas negociações foi o gatilho para o Brent romper pela primeira vez a barreira dos US$ 100, enquanto Trump anunciava o bloqueio ao Estreito de Ormuz.
As ameaças iranianas ao Estreito não são novidade neste conflito. Em 19 de abril, quando o Irã suspendeu as negociações e reverteu a reabertura da passagem marítima, o petróleo disparou 7% em um único pregão.
Há dez dias, o Brent ainda operava acima de US$ 112 depois que o líder supremo iraniano descartou qualquer recuo nas capacidades nucleares do país — contexto que explica por que as negociações atuais partem de um impasse já consolidado.
Um padrão que se repete
Com o Brent a US$ 104,01 e o WTI a US$ 97,84, a abertura desta segunda no mercado asiático indica que a rejeição de Trump foi lida pelos investidores como mais um obstáculo à resolução da crise. A cada ruptura nas negociações, o mercado reagiu com alta imediata nos preços da commodity.
O Brent para entrega em julho — contrato de referência internacional — é o mais afetado pelas oscilações do impasse. Há dez dias, a cotação operou acima de US$ 112 depois que o líder supremo iraniano descartou qualquer recuo nas capacidades nucleares. A queda para US$ 104,01 representa um recuo em relação a esse pico, mas as novas ameaças ao Estreito de Ormuz sustentam a pressão sobre os preços.
Em 19 de abril, quando o Irã suspendeu as negociações e reverteu a reabertura do Estreito, o petróleo já havia disparado 7% em um único pregão. A trajetória mostra que cada declaração iraniana sobre o Estreito de Ormuz tem impacto imediato sobre os preços globais.
