Meio ambiente

Primeira onda de frio de 2026 avança pelo Centro-Sul com risco de chuva congelada

Trajeto continental torna a massa polar mais intensa que as anteriores; mínimas podem cair 10°C abaixo da média histórica de maio
Gelo espesso e chuva intensa marcam primeira onda de frio 2026 no Centro-Sul

A primeira — e mais intensa — onda de frio de 2026 chegou ao Brasil nesta sexta-feira (8). Uma massa de ar polar avançou pelo interior do continente e vai derrubar as temperaturas no Centro-Sul ao longo do fim de semana e do início da semana que vem.

As mínimas podem cair até 10°C abaixo da média histórica de maio. No Sul, há risco de temperaturas negativas, geada em centenas de municípios e chuva congelada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense, segundo meteorologistas.

Diferente das incursões frias anteriores deste outono — que avançaram pelo litoral atlântico —, esta massa polar segue trajeto continental, pelo interior do continente sul-americano. O caminho a torna mais agressiva: o ar gelado penetra o Brasil com mais força, alcança um número maior de estados e demora mais para perder intensidade.

A trajetória tem origem rastreada desde o início da semana. Na quarta-feira, o Tropiquim já havia antecipado como um ciclone extratropical em formação na costa argentina iria desencadear a maior queda de temperatura do ano. A força da incursão está ligada ao ciclone bomba que se formou na costa de Buenos Aires e caiu abruptamente de pressão em poucas horas — um processo detalhado pelo Tropiquim na véspera.

Queda histórica estado por estado

No Rio Grande do Sul, as madrugadas mais frias serão as de segunda (11) e terça (12), com temperaturas entre 0°C e 5°C em boa parte do território. Em Santa Catarina e no Paraná, o frio intenso predomina até o dia 13 — Curitiba pode registrar mínimas de 4°C a 7°C na primeira metade da semana.

Em São Paulo, o ar polar chega pelo oeste no sábado (9) e avança pelo estado no domingo (10). A capital paulista deve ter mínimas de 12°C a 13°C nas madrugadas de segunda e terça, com risco baixo de geada no oeste e no sul do estado. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, o frio moderado a forte se concentra nos dias 11 e 12, afetando capitais e regiões serranas.

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul registra as mínimas mais baixas na segunda e na terça, com vários municípios abaixo de 5°C. Cuiabá também sente o impacto entre os dias 10 e 12. No Norte, Rondônia e Acre terão friagem moderada a forte de domingo (10) até quarta (13). O extremo sul do Amazonas pode ter friagem de domingo a quarta-feira.

Vento, chuva e alertas completam o cenário

Além do frio, a frente fria que precede a massa polar mantém o tempo instável neste fim de semana. Há previsão de temporais no Paraná, no norte e leste de Santa Catarina, em grande parte de São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas do Rio de Janeiro e do Mato Grosso do Sul. No domingo (10), a chuva avança para a Grande São Paulo e espalha pancadas entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia.

Junto ao frio, o vento representa risco à parte: o Inmet emitiu alertas de vendaval cobrindo mais de mil municípios no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com rajadas previstas de até 100 km/h em pontos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O mar ficará agitado no litoral sul e sudeste, com rajadas que podem chegar a 70 km/h.

Chuva congelada, neve e geada: as diferenças

A chuva congelada — prevista nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense — ocorre quando a neve cai da nuvem, atravessa uma camada de ar mais quente (acima de 0°C), derrete parcialmente e volta a passar por uma camada de ar frio antes de atingir o solo, recongelando em pequenos grãos de gelo.

O fenômeno difere da neve, que exige atmosfera muito fria da nuvem até a superfície para que os flocos cheguem ao solo sem derreter. Já a geada não é um tipo de chuva: acontece quando a umidade do ar congela diretamente sobre superfícies frias — plantas, carros e gramados. O ar frio só começa a perder força a partir da tarde de quarta-feira (13), quando avança para o oceano e abre espaço para uma recuperação rápida das temperaturas no Centro-Sul.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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