Política

EUA bombardeiam petroleiros no Estreito de Ormuz mesmo sob cessar-fogo

Irã acusa Washington de violar trégua; Trump minimiza ofensiva e a chama de 'tapinha'
Mapa estratégico do Estreito de Ormuz, retrato de Trump e bandeiras do Irã documentando os ataques EUA

As forças militares dos Estados Unidos atacaram novos petroleiros no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (8), de acordo com a Fox News. Os alvos eram embarcações vazias que tentavam romper o bloqueio naval americano na entrada da rota estratégica.

Um dia antes, Washington já havia bombardeado dois navios militares iranianos no mesmo estreito — e desta vez os ataques também atingiram áreas costeiras civis do território iraniano, segundo Teerã.

O presidente Donald Trump minimizou a operação e a chamou de “tapinha”. O chanceler iraniano, Abbas Aragchi, classificou a ofensiva como uma “aventura militar irresponsável” com consequências.

Violação do cessar-fogo em disputa

O Irã acusou os EUA de violarem o acordo de cessar-fogo ao atacar dois navios militares iranianos na quinta-feira (7). Teerã afirma que os bombardeios também atingiram áreas costeiras civis nas regiões de Bandar Khamir, Sirik e na ilha de Qeshm — com apoio de países da região, segundo o governo iraniano.

Trump afirmou à rede ABC News que as ações não violam a trégua. O presidente disse que três destróieres americanos atravessaram o estreito sob fogo sem sofrer danos, e que as embarcações iranianas “foram ao fundo do mar, de forma rápida e eficiente”. As Forças Armadas dos EUA classificaram os ataques como “autodefesa” após forças iranianas dispararem mísseis, drones e pequenas embarcações contra os navios americanos.

O comunicado militar informou que instalações iranianas — incluindo locais de lançamento de mísseis e estruturas de inteligência — foram destruídas. Os EUA afirmaram não buscar escalada, mas estar “posicionados e prontos para proteger as forças americanas”.

Retórica sobe de tom em Teerã

O chanceler Abbas Aragchi afirmou nesta sexta que o Irã “não se curvará à pressão” e denunciou os ataques ocorridos durante as negociações em andamento. O governo iraniano garantiu que seu estoque de mísseis e capacidade de lançamento operam a 120% do nível registrado em 28 de fevereiro, data de início do conflito.

O comando militar conjunto iraniano prometeu responder “de forma poderosa e sem hesitação” a qualquer nova ofensiva. Na véspera, os EUA já haviam bombardeado os portos de Qeshm e Bandar Abbas — ação que Aragchi já havia classificado como “aventura militar irresponsável” e que antecede diretamente os novos ataques desta sexta.

Negociações sob fogo cruzado

Os bombardeios ocorrem em meio a tratativas para encerrar a guerra entre EUA e Irã, iniciada em 28 de fevereiro. Trump afirmou nesta quarta (6) que o conflito terminaria se o Irã “cumprir o combinado” — o que inclui entregar todo o estoque de urânio enriquecido e abandonar as instalações nucleares subterrâneas do país.

O Irã, porém, considera que o memorando americano contém “alguns termos inaceitáveis”, segundo a agência estatal Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que o país está “com o dedo no gatilho”. Trump também disse que o Irã é liderado por “loucos” e que o regime usaria uma arma nuclear se tivesse a oportunidade.

O cessar-fogo atual foi prorrogado por Trump no final de abril para viabilizar um acordo de paz. Mas apenas dois dias antes dos novos ataques, o Irã havia declarado o Estreito de Ormuz liberado para navegação segura após os EUA suspenderem uma operação — revelando como a trégua permanece frágil a cada hora que passa.

O padrão de confrontos na rota estratégica tampouco é inédito. Em 19 de abril, os EUA já haviam afundado o cargueiro iraniano Touska exatamente por tentar furar o bloqueio naval no Golfo de Omã — o mesmo pretexto invocado nos ataques desta sexta contra os petroleiros vazios.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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