Economia

Acordo EUA-Irã derruba petróleo 2% e abre dólar a R$ 4,90 nesta quinta

Trump anuncia que Irã topou negociar e recebe Lula às 12h; PF abre nova fase da Operação Compliance Zero
Acordo EUA-Irã: dólar cai e petróleo cai 2% em negociação histórica entre Trump e Lula

O dólar abriu esta quinta-feira (7) em queda de 0,39%, cotado a R$ 4,9014, puxado pela perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã que pode reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego de petróleo.

O barril do Brent recuava 2,12%, a US$ 99,12, e o WTI caía 2,26%, a US$ 93,01, após Donald Trump afirmar que o Irã estaria disposto a negociar o fim do conflito no Oriente Médio.

O mesmo dia concentra outro evento de peso: Trump recebe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva às 12h (horário de Brasília) para discutir economia e segurança.

EUA e Irã a um passo de acordo de uma página

Segundo a Reuters, os dois países estão próximos de assinar um entendimento inicial de apenas uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas.

Na véspera, os primeiros sinais do mesmo acordo já haviam derrubado o petróleo mais de 12% e puxado o dólar para perto de R$ 4,90 — movimento que se aprofunda nesta quinta com novos avanços diplomáticos.

O entendimento prevê uma trégua consolidada e um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse intervalo, tanto as restrições iranianas quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — e poderiam ser retomados caso as tratativas não evoluam.

Na terça-feira (5), o cenário era de escalada: a Marinha americana escoltava navios pelo Estreito de Ormuz enquanto o Irã respondia com disparos de advertência — tensão que cedeu espaço às negociações em menos de 48 horas.

Estreito de Ormuz volta ao radar

O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, operava com restrições desde o início do conflito, com 1.500 embarcações aguardando passagem. Nesta quinta, o Irã declarou que a rota voltou a ser segura para navegação.

Trump também anunciou a suspensão de uma operação militar de escolta a navios — medida que havia elevado as tensões sem normalizar o fluxo comercial pelo Golfo Pérsico.

Bolsas globais operam sem direção definida

Com as incertezas do acordo ainda no ar, os mercados internacionais fragmentam seus movimentos. Em Wall Street, os futuros avançavam levemente: S&P 500 subia 0,1%, Dow Jones 0,2% e Nasdaq 0,08%.

Na Europa, o desempenho era misto: o STOXX 600 recuava 0,22%, enquanto o DAX alemão subia 0,2% e o CAC 40 francês avançava 0,3%. O FTSE 100 londrino caía 0,3%.

Na Ásia, o destaque foi o Nikkei, que saltou 5,58%, fechando aos 62.833 pontos. Hong Kong avançou 1,57% e Xangai subiu 0,48%.

PF abre nova fase da Operação Compliance Zero

No front doméstico, a Polícia Federal iniciou nova etapa da operação que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, está entre os alvos da investigação.

O alívio externo retoma uma trajetória iniciada em 8 de abril, quando o primeiro cessar-fogo entre EUA e Irã derrubou o dólar abaixo de R$ 5 e afundou o petróleo mais de 15% em um único pregão. O atual recuo indica que o mercado brasileiro segue sensível às oscilações do conflito no Oriente Médio.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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