O governo federal lança nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, pacote de renegociação de dívidas que oferece descontos de até 90% e autoriza o uso de até 20% do saldo do FGTS para amortizar débitos.
O programa chega num contexto de inadimplência recorde: mais da metade dos adultos brasileiros está com o CPF negativado e o saldo do rotativo do cartão de crédito atingiu R$ 400 bilhões — marca histórica.
Como funciona o programa
Uma das novidades do pacote é o mecanismo do FGTS: a Caixa Econômica Federal transfere os recursos diretamente ao banco credor, sem que o dinheiro passe pelas mãos do trabalhador. O modelo reduz o risco de desvio e agiliza a liquidação do débito.
Os descontos chegam a 90% do valor original da dívida, tornando o Novo Desenrola Brasil uma das ações de renegociação mais abrangentes já lançadas pelo governo federal.
Na última quinta-feira (30), Lula antecipou em cadeia nacional as condições do programa — descontos de até 90% e uso de até 20% do FGTS — cujo detalhamento completo acontece hoje. Veja mais em: Lula lança Desenrola ampliado com descontos de até 90% e uso do FGTS.
Cenário de inadimplência que motivou o pacote
O programa nasce num cenário em que mais da metade dos adultos brasileiros está com o CPF negativado e o saldo do rotativo do cartão de crédito bateu recorde histórico de R$ 400 bilhões. Saiba mais sobre o contexto: Inadimplência bate recorde e governo lança pacote de R$ 78 bilhões.
FGTS como instrumento de quitação
A possibilidade de usar o FGTS é um dos pilares centrais do Novo Desenrola. Ao permitir que até 20% do fundo seja direcionado ao pagamento de dívidas, o governo amplia o alcance do programa especialmente para trabalhadores com carteira assinada que acumularam débitos no crédito pessoal e no cartão.
A operação via Caixa Econômica Federal — com repasse direto ao credor — representa uma mudança operacional em relação a edições anteriores, quando o beneficiário precisava intermediar a transação. Entenda como a Caixa libera R$ 4,5 bilhões para trabalhadores quitarem dívidas.
Com as eleições de outubro de 2026 no horizonte, o combate ao endividamento se tornou prioridade declarada do Executivo. O lançamento do pacote reforça a agenda social do governo Lula e sinaliza um esforço de mobilização das camadas de baixa renda mais afetadas pela inadimplência.
