Política

‘Débora do Batom’ pede no STF redução da pena após queda do veto à dosimetria

Cabelereira condenada a 14 anos pelos atos de 8 de Janeiro aciona a Corte um dia após o Congresso aprovar nova regra
Prédio do STF, tribunal onde Débora do Batom pede redução de pena STF após aprovação da dosimetria

A defesa de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, acionou o Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (1º) pedindo a readequação da pena — movimento que ocorre um dia após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria.

Cabelereira condenada a 14 anos de prisão pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ela foi apontada pela Polícia Federal como a autora da pichação “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, instalada em frente ao STF.

A defesa argumenta que a lei penal mais benéfica deve retroagir para alcançar fatos anteriores — princípio consagrado na Constituição. Para os advogados, a aprovação da nova regra pelo Congresso “já revela orientação normativa inequívoca”, mesmo antes de sua vigência formal, e deve impactar diretamente o cálculo da pena.

Débora responde por cinco tipos penais acumulados: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. A lei aprovada pelo Congresso proíbe a soma de crimes distintos — regra que, aplicada retroativamente, pode reduzir substancialmente os 14 anos impostos a ela.

Prisão domiciliar desde março de 2025

Débora estava presa preventivamente enquanto aguardava julgamento. Em março do ano passado, passou a cumprir prisão domiciliar. Após condenação em definitivo, em setembro, o ministro Alexandre de Moraes manteve o benefício.

A derrubada do veto pelo Congresso ocorreu na quinta-feira (30): foram 318 votos a favor e 144 contrários na Câmara dos Deputados; no Senado, 49 a favor e 24 contra. Os quóruns mínimos exigidos — 257 e 41 votos, respectivamente — foram superados com folga.

Com a derrubada do veto pelo Congresso, o STF passa a ser o árbitro final da nova lei — e já começa a receber os primeiros pedidos de readequação de pena dos condenados pelos atos golpistas. O caso de Débora é um dos primeiros a chegar à Corte.

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a nova regra pode beneficiar ao menos 190 pessoas condenadas pelos ataques de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Próximos passos

O texto segue para promulgação. O presidente Lula tem até 48 horas para assinar; caso não o faça, a tarefa passa ao presidente do Senado e, na sequência, ao vice-presidente da Casa. A lei entra em vigor após publicação oficial.

Mesmo com a norma promulgada, o STF pode analisar sua constitucionalidade — o que coloca a Corte no centro da decisão sobre o alcance real das mudanças para os condenados pelo 8 de Janeiro.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Zema quer revogar proibição ao trabalho infantil no Brasil

Petrobras sobe gás natural 19,2% e afeta canalizado e GNV

ApexBrasil projeta alta de até US$ 1 bilhão nas exportações com acordo Mercosul-UE

Chuvas deixam 80 desalojados em Recife e Lula aciona apoio federal