Política

PT classifica derrubada do veto à Dosimetria como ‘grave retrocesso’

Para o partido, parlamentares ignoraram a tentativa de golpe ao abrir caminho para redução de penas de condenados do 8 de janeiro
PT reação à derrubada do veto de dosimetria no Congresso: conflito entre poderes

O Partido dos Trabalhadores classificou como “grave retrocesso” a decisão do Congresso Nacional que derrubou o veto do presidente Lula ao chamado PL da Dosimetria — projeto que abre caminho para reduzir penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (30), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a votação relativiza a Constituição e ignora a gravidade da tentativa de ruptura institucional.

Entre os que podem ser beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por envolvimento nos atos golpistas.

Aprovado pelo Congresso no ano passado, o projeto da dosimetria surgiu como alternativa à anistia — bandeira inicial da oposição. Em vez de perdoar integralmente as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal, o mecanismo estabelece critérios que podem levar à sua redução. Lula vetou a proposta em janeiro deste ano.

Na véspera da votação, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos ligados ao 8 de janeiro no STF, informou que 1.402 pessoas foram condenadas por envolvimento nos atos golpistas.

A Câmara derrubou o veto por 318 votos a 144 — placar bem acima do mínimo de 257 necessário —, e o Senado confirmou a derrubada na sequência, tornando a lei vigente independentemente da resistência do Planalto.

Para o PT, abrir essa possibilidade equivale a normalizar ataques ao Estado de Direito. “Aliviar a punição de crimes dessa natureza é ignorar a gravidade da tentativa de ruptura institucional e relativizar a própria Constituição. Não é possível aceitar como normal tentativas de assassinatos”, afirmou o partido em nota.

A derrubada do veto acontece em um momento politicamente delicado para o governo federal. A decisão se soma a uma semana de seguidas derrotas para o Planalto, incluindo a rejeição histórica do indicado do governo a uma vaga no STF — a primeira do tipo desde 1894.

O projeto da dosimetria resultou de articulações entre partidos da oposição e do centrão. O caminho para a anistia plena foi descartado ao longo das negociações, mas o mecanismo aprovado pode, na prática, beneficiar diretamente os condenados — incluindo figuras de alta visibilidade política como Bolsonaro.

O PT alertou que a decisão cria um precedente perigoso para a democracia brasileira. Para o partido, reduzir penas em casos ligados a uma tentativa de golpe equivale a “relativizar” as bases constitucionais do país — argumento que deve acirrar ainda mais o embate entre governo e Congresso nos próximos meses.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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