Política

Brasil supera os EUA em liberdade de imprensa pela 1ª vez, aponta RSF

País sobe para 52ª posição enquanto americanos caem para 64ª pelo 4º ano consecutivo
Bandeiras do Brasil e EUA em composição editorial sobre ranking liberdade de imprensa

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos no ranking global de liberdade de imprensa pela primeira vez na história. O levantamento anual do Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgado nesta quinta-feira (30), coloca o país na 52ª posição — 12 postos à frente dos EUA, que caíram para a 64ª.

A virada é resultado de uma recuperação acelerada: desde 2022, o Brasil subiu 58 posições no índice. No mesmo período, os norte-americanos acumularam quatro anos consecutivos de queda.

O avanço brasileiro contrasta com um cenário global deteriorado. A RSF afirma que 2026 registra o nível mais baixo de liberdade de imprensa em 25 anos — mais da metade dos 180 países avaliados está em “situação difícil” ou “muito grave”.

Para o Brasil, o caminho foi longo. Em 2021, o país chegou à pior marca de sua história: 111ª posição, dentro da chamada zona vermelha do ranking. No ano passado, o índice já havia avançado para a 63ª colocação. Agora, na 52ª, o país ainda é classificado como em “situação sensível”, mas em patamar mais favorável.

A RSF destaca que o Brasil nada contra a correnteza na América Latina, onde vários países mergulharam “em uma espiral de violência e repressão” — puxados principalmente pela ação do crime organizado contra jornalistas.

Queda americana e o papel de Trump

A trajetória dos EUA é oposta. Em 2022, os americanos ocupavam a 42ª posição, em “situação relativamente boa”. Foram caindo ano a ano até chegar à 64ª colocação atual.

A RSF aponta que a deterioração já vinha sendo impulsionada por dificuldades econômicas no jornalismo e pela crise de confiança do público. O governo de Donald Trump acelerou o processo ao usar a máquina estatal contra jornalistas e veículos de comunicação.

“Desde seu retorno ao poder, os jornalistas também passaram a ser alvo durante manifestações, o que reflete uma deterioração mais ampla que constitui uma das crises mais graves para a liberdade de imprensa na história moderna dos Estados Unidos”, afirma o relatório.

A virada tem peso simbólico: em abril, o Congresso americano ainda acusava o Brasil de violar a liberdade de expressão — agora é o Brasil que supera os EUA no ranking global da RSF. Veja a repercussão no debate sobre liberdade de expressão entre Brasil e Estados Unidos.

Crise global sem precedente

O quadro mundial preocupa: em 2002, 20% da população global vivia em países com imprensa considerada “boa”. Hoje, apenas 1% está em nações com liberdade de imprensa favorável — e somente sete países receberam essa classificação no ranking deste ano.

A Noruega manteve a liderança, seguida por Países Baixos, Estônia, Dinamarca e Suécia. No extremo oposto, Eritreia, Coreia do Norte, China, Irã e Arábia Saudita ocupam as piores posições. Guerras também pioraram o índice em países em conflito: Israel e Sudão sofreram quedas associadas à morte de jornalistas em zonas de combate.

A RSF aponta ainda que mudanças em políticas de segurança nacional dificultaram coberturas de interesse público e corroeram o direito à informação em diversas democracias.

A melhora no ranking, porém, convive com contradições internas: relatório recente contabilizou quase 900 mil ataques virtuais contra jornalistas brasileiros em 2025 — crescimento de 35% em relação ao ano anterior. Entenda o cenário no levantamento sobre ataques a jornalistas no Brasil em 2025.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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