Saúde

Anvisa suspende protetores solares e repelentes por falhas de fabricação

Henlau Química usou fórmulas não autorizadas; FPS falso e risco de dengue motivam recolhimento das marcas Sunlau, Wurth e Needs
Emblema Anvisa em verde e azul representando ação contra protetores solares repelentes proibidos

A Anvisa determinou a suspensão imediata da fabricação, venda e uso de protetores solares e repelentes produzidos pela Henlau Química Ltda. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29).

A resolução atinge produtos das marcas Sunlau, Wurth e Needs e determina o recolhimento de todos os lotes disponíveis no mercado.

Inspeções realizadas entre 14 e 17 de abril identificaram descumprimento das Boas Práticas de Fabricação e uso de fórmulas distintas das autorizadas — irregularidades classificadas como graves pela agência.

Fórmulas adulteradas comprometem a eficácia dos produtos

O centro da preocupação da Anvisa está na alteração não autorizada das formulações. Para protetores solares, isso significa que o fator de proteção solar (FPS) impresso no rótulo pode não corresponder ao real — expondo o consumidor a queimaduras e danos à pele sem qualquer sinal de alerta.

Nos repelentes, o risco é igualmente direto: com a fórmula modificada, a proteção contra insetos pode ser insuficiente, aumentando a vulnerabilidade a doenças transmitidas por mosquitos como dengue, zika e chikungunya.

A resolução veda fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os lotes dos produtos afetados. O recolhimento do estoque em circulação também foi determinado, junto a outras medidas administrativas contra a empresa.

As falhas foram constatadas durante inspeção sanitária realizada entre os dias 14 e 17 de abril na unidade produtiva da Henlau Química — empresa que responde pelas linhas Sunlau, Wurth e Needs no segmento de cosméticos de proteção.

A ação contra a Henlau se insere num padrão recente de fiscalização da Anvisa sobre cosméticos: menos de duas semanas antes, a agência já havia proibido perfumes íntimos e fibras capilares comercializados com irregularidades sanitárias.

O que fazer com os produtos em casa

Consumidores que tiverem itens das marcas Sunlau, Wurth ou Needs devem interromper o uso imediatamente. A Anvisa orienta procurar o ponto de venda ou o próprio fabricante para obter instruções sobre devolução ou descarte adequado.

O veículo de imprensa que noticiou o caso entrou em contato com a Henlau Química Ltda.; a empresa não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

A sequência de interdições reforça uma tendência que marcou abril: a Anvisa adotou uma série de ações contra cosméticos e produtos de uso pessoal com falhas de conformidade, incluindo a proibição recente de lotes do lubrificante K-MED por suspeita de falsificação. O padrão aponta para uma intensificação da fiscalização no setor cosmético-sanitário ao longo do mês.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Ypê contesta Anvisa com laudos técnicos e promete recorrer de suspensão

Anvisa manda recolher dezenas de produtos Ypê por risco de contaminação

Anvisa interdita lote de repelente por falha no ingrediente contra dengue

Anvisa proíbe cosméticos DC Biocosméticos e manda recolher todos os lotes

Anvisa adia para sexta julgamento do recurso da Ypê sobre suspensão de produtos

Anvisa manda recolher esmaltes em gel Impala por substância proibida