Política

Polônia aciona Tribunal da UE para barrar acordo com Mercosul

Varsóvia e Paris lideram resistência interna ao tratado que prevê aplicação provisória já em maio
Conflito no tribunal da UE: Polônia desafia acordo Mercosul União Europeia no comércio

A Polônia anunciou nesta sexta-feira (24) que vai apresentar queixa formal ao Tribunal de Justiça da União Europeia contra o acordo de livre comércio com o Mercosul. O prazo para o recurso é 26 de maio.

O vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, citou riscos à segurança alimentar, à proteção do consumidor e ao mercado interno europeu como justificativas para a ação judicial.

A medida coloca a Polônia ao lado da França na resistência ao tratado dentro do bloco — enquanto a Comissão Europeia prevê aplicação provisória do acordo a partir de 1º de maio.

O acordo que divide a Europa

O tratado UE-Mercosul foi assinado em janeiro deste ano, após mais de 25 anos de negociações. Ele prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas entre o bloco europeu e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A oposição ao acordo concentra-se sobretudo no setor agrícola. Críticos alertam que a entrada de produtos mais baratos — como carne bovina, açúcar e frango sul-americanos — pode prejudicar produtores locais europeus. Agricultores e ambientalistas também integram o campo contrário ao tratado.

O Parlamento Europeu já havia sinalizado ceticismo: em janeiro, encaminhou o acordo para análise do tribunal da União Europeia, antes mesmo da iniciativa polonesa.

A França, outro pilar da resistência, teme impactos diretos sobre seu setor agrícola. O presidente Emmanuel Macron chegou a classificar de “má surpresa” a decisão da Comissão Europeia de acelerar a aplicação provisória do tratado.

Apoiadores e o avanço do processo

Nem todos os países do bloco compartilham a oposição. Alemanha e Espanha apoiam o acordo, enxergando oportunidades de ampliar exportações, reduzir dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos. Defensores do tratado também destacam o potencial de abertura dos mercados sul-americanos para a indústria europeia.

Do lado do Mercosul, os países avançaram nas etapas formais de aprovação. No Brasil, o acordo passou por Câmara e Senado, seguido de promulgação e notificação formal. No Paraguai, o processo igualmente percorreu as duas casas legislativas antes da sanção presidencial.

Com os trâmites internos do Mercosul encaminhados, a Comissão Europeia confirmou em março que a aplicação provisória do acordo começa em 1º de maio — antes mesmo da conclusão do processo de aprovação completa pelos 27 países-membros da União Europeia. A ação judicial polonesa não suspende automaticamente esse calendário, mas adiciona pressão jurídica ao processo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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