O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará por dois procedimentos médicos nesta sexta-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo: retirada de uma queratose na cabeça e uma infiltração no punho direito para tratar tendinite no polegar.
A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) garantiu que as intervenções são simples, não exigem internação e não impõem restrições ao presidente. Lula viajou a São Paulo na noite desta quinta (23) e deve passar o fim de semana na cidade.
Os compromissos oficiais previstos para a sexta-feira em São Paulo foram adiados para segunda-feira (27). A expectativa do governo é que o presidente retorne a Brasília no domingo (26) para participar de um congresso do Partido dos Trabalhadores.
Não é a primeira vez que Lula trata uma queratose. Em fevereiro, ele realizou uma cauterização para remover lesão do mesmo tipo, também no Sírio-Libanês. O procedimento durou pouco mais de um minuto e foi considerado rotineiro pela equipe médica.
A queratose é descrita clinicamente como um distúrbio no processo de queratinização — a forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial da pele. A definição é da dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe-SP) e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Carlos Barcaui, explica que a cauterização é o método mais comum para tratar a queratose, mas não o único. Cremes, laser e cirurgia convencional também são alternativas viáveis, dependendo do caso.
Em qualquer modalidade, o procedimento é rápido — costuma durar poucos minutos —, não exige internação e permite que o paciente retome suas atividades praticamente no mesmo dia. Esse perfil de baixa complexidade se aplica a ambas as intervenções previstas para Lula, segundo o Planalto.
Com a agenda reprogramada, o presidente deve retomar compromissos oficiais na segunda-feira (27), após eventual participação no congresso do PT em Brasília no fim de semana. O governo não detalhou quais reuniões foram postergadas.
