A NASA concluiu a montagem do telescópio espacial Roman e o apresentou ao mundo na terça-feira (21) no centro Goddard, em Maryland. O diretor da agência, Jared Isaacman, prometeu que o instrumento vai entregar à humanidade um novo atlas do universo.
Desenvolvido ao longo de mais de uma década, o projeto custou mais de US$ 4 bilhões — cerca de R$ 20 bilhões. A missão inclui a busca por exoplanetas, supernovas e respostas para um dos maiores enigmas da física: a origem da matéria e da energia escuras.
O engenheiro de sistemas do Roman, Mark Melton, explicou à AFP a dimensão do que o telescópio vai produzir: o instrumento transmitirá 11 terabytes de dados por dia. Só no primeiro ano de operação, ele fornecerá mais informações do que o Hubble acumulou em toda a sua existência.
O que o Roman vai investigar
Com sua lente grande angular, a NASA projeta que o Roman descubra dezenas de milhares de novos planetas e registre milhares de supernovas. A chefe de atividades científicas da agência, Nicky Fox, destacou a amplitude sem precedentes de sua capacidade de observação.
A missão científica vai além dos objetos visíveis. O Roman foi projetado para investigar matéria e energia escuras — fenômenos que, segundo os modelos atuais, compõem 95% do universo. Suas origens ainda são desconhecidas para a ciência.
O nome do telescópio é uma homenagem a Nancy Grace Roman, uma das mais importantes astrônomas da história americana. Ela ganhou o apelido de “mãe do Hubble”, em referência ao icônico instrumento que, entre outras revelações, demonstrou que o universo se expande em ritmo mais acelerado do que se imaginava.
Mais de 35 anos após o Hubble entrar em operação, o Roman assume o papel de dar continuidade — e ampliar — o legado do seu antecessor, com capacidade de coleta de dados muito superior e foco em questões que o Hubble não tinha como responder.
O próprio engenheiro Melton resumiu as expectativas com uma frase que diz muito sobre o potencial do projeto: “Se o Roman algum dia ganhar o Prêmio Nobel, provavelmente será por algo em que ainda nem sequer pensamos.”
