Economia

Prévia do PIB cresce 0,6% em fevereiro e completa cinco meses de alta

Desaceleração segue esperada para 2026 com Selic em 14,75% ao ano e inflação acima da meta
Banco Central em Brasília, instituição que divulga a prévia PIB fevereiro com crescimento da economia brasileira

A atividade econômica brasileira manteve o ritmo positivo em fevereiro, com a prévia do PIB calculada pelo Banco Central registrando alta de 0,6% ante janeiro — o quinto mês consecutivo de crescimento, na série com ajuste sazonal.

O IBC-Br, divulgado nesta quinta-feira (16), acumula avanço de 0,4% no ano e de 1,9% nos últimos 12 meses até fevereiro, ambos sem ajuste sazonal.

Na comparação direta com fevereiro de 2025, porém, o indicador recuou 0,3% — reflexo da base de comparação pressionada pelo ritmo acelerado registrado no ano passado.

Juros altos como freio calculado

A sequência positiva do IBC-Br coexiste com um ambiente de aperto monetário intenso. A taxa Selic está em 14,75% ao ano — nível que o próprio Banco Central reconhece como fator de contenção do crescimento, mas que considera indispensável para trazer a inflação à meta de 3%.

Na ata da reunião do Copom de março, o BC reforçou que o chamado “hiato do produto” permanece positivo: a economia ainda opera acima do seu potencial sem gerar pressão inflacionária excessiva. A avaliação sustenta a continuidade da política restritiva por mais tempo.

O mercado financeiro projeta crescimento do PIB de 1,85% em 2026, abaixo dos 2,3% registrados em 2025. O cenário ficou mais desafiador nas últimas semanas: o mercado passou a prever uma trajetória mais lenta de cortes da Selic diante da pressão inflacionária crescente, com o IPCA projetado a 4,17% para 2026.

O IBC-Br incorpora estimativas para agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas não considera o lado da demanda — metodologia que o diferencia do PIB oficial apurado pelo IBGE. Ainda assim, o indicador do BC é uma das principais ferramentas usadas pelo Copom para calibrar os juros básicos do país.

Emprego aquecido, crescimento em desaceleração

No mesmo mês em que o IBC-Br registrou expansão, o mercado de trabalho também enviou sinais contraditórios: o desemprego subiu no trimestre, mas atingiu o menor nível histórico para fevereiros desde 2012, com o salário médio em recorde.

A combinação de atividade em alta e emprego resiliente, porém, não afasta o risco de esfriamento à frente. O Banco Mundial projetou crescimento de apenas 2,2% para o Brasil em 2026, atribuindo a perda de dinamismo às condições financeiras internas restritivas — juros reais elevados e espaço fiscal limitado.

O próprio BC tem sinalizado abertamente que uma desaceleração controlada faz parte da estratégia antiinflacionária: crescer menos, por ora, é o preço necessário para ancorar as expectativas e reconverger o IPCA à meta. Cada leitura mensal do IBC-Br, portanto, tem peso direto sobre o ritmo futuro de cortes da Selic.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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