Economia

Governo publica portaria e define setores habilitados para R$ 15 bi do Brasil Soberano

Portaria contempla exportadores atingidos pelo tarifaço americano e empresas com operações no Golfo Pérsico
Crédito para exportadores afetados por tarifas Trump: Brasil apoia setores no Golfo Pérsico

O governo federal publicou nesta semana uma portaria que regulamenta o acesso dos setores produtivos aos R$ 15 bilhões adicionais do Plano Brasil Soberano.

A linha de crédito havia sido acionada inicialmente como resposta ao tarifaço do presidente americano Donald Trump e agora passa a contemplar também empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio.

As taxas de juros dos empréstimos ainda precisam ser definidas — o que deve ocorrer nesta semana em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Critérios de seleção e países elegíveis

A portaria adotou como critérios de seleção a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, com ênfase em cadeias estratégicas e segmentos com vulnerabilidade externa — especialmente aqueles que registram déficit na balança comercial.

Além dos setores produtivos, a portaria contempla exportadores e fornecedores diretamente atingidos pelo tarifaço americano, assim como empresas que exportam para o Golfo Pérsico.

Os países do Oriente Médio incluídos na portaria são: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Kuwait e Omã.

Os recursos têm origem no superavit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). A linha foi anunciada em março, quando o BNDES abriu os R$ 15 bilhões para exportadores afetados pelas tarifas americanas e pela guerra no Oriente Médio — a portaria desta semana define, enfim, quais setores poderão acessar esses recursos na prática.

Juros e impacto geopolítico

A formalização das taxas de juros dos empréstimos deve ocorrer ainda nesta semana, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne para deliberar sobre o assunto, segundo o governo.

O contexto geopolítico que motivou parte da medida já havia gerado consequências expressivas nas finanças públicas brasileiras. O conflito no Oriente Médio forçou o Tesouro Nacional a realizar a maior recompra de títulos da história, de R$ 49 bilhões, em resposta ao petróleo acima de US$ 100 após o fechamento do Estreito de Ormuz.

O Plano Brasil Soberano representa, portanto, uma resposta dupla do governo Lula às turbulências do comércio internacional: de um lado, o escudo contra as tarifas de Trump; de outro, um colchão para exportadores expostos à instabilidade no Oriente Médio.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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