O Exército dos Estados Unidos iniciou nesta segunda-feira (13) o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios com origem ou destino em portos iranianos. Em resposta, o Irã ameaçou atacar portos nos Golfos Pérsico e do Omã.
O Comando Central americano também bloqueará embarcações que tenham pago pedágio ao regime de Teerã — prática que o presidente Donald Trump classificou como “ilegal”. O próprio Irã chamou o bloqueio americano de “ilegal”.
A operação estava prevista para começar às 11h (horário de Brasília). O regime iraniano controla o trânsito no Estreito de Ormuz há mais de um mês.
O Comando Central dos EUA estabeleceu regras claras para a operação: apenas navios sem vínculo com o Irã e que não tenham portos iranianos como origem ou destino poderão transitar pelo estreito. Embarcações que tenham pago pedágio ao regime também serão barradas, independentemente da bandeira ou carga.
A cobrança de pedágio é o eixo central da justificativa americana. Dias antes, o líder supremo Khamenei havia anunciado que o Irã cobraria pedágio de navios como ‘reparação de guerra’ — prática que o Comando Central agora classifica como ilegal e usa como fundamento jurídico para o bloqueio naval.
O ambiente de confronto no estreito havia escalado ainda em meados de março. O Irã instalou minas navais e os EUA passaram a destruir embarcações iranianas envolvidas no minamento — o bloqueio desta segunda representa um novo degrau nessa disputa crescente pelo controle da passagem estratégica.
O bloqueio naval em Ormuz representa uma nova escalada na guerra entre EUA, Israel e Irã e uma ameaça direta ao cessar-fogo no conflito. O movimento aumenta as chances de incidentes militares e, consequentemente, da retomada dos combates na região.
A escalada segue um padrão já estabelecido ao longo dos últimos meses. Em março, a Guarda Revolucionária havia advertido que fecharia completamente o Estreito de Ormuz caso Trump atacasse instalações energéticas iranianas — ameaça que agora se desdobra em retaliação direta contra portos no Golfo Pérsico e do Omã.
Do lado iraniano, o regime acumula tensão com potências ocidentais há semanas, bloqueando o fluxo de embarcações no estreito. A reportagem está em atualização.
