Economia

Petróleo sobe a US$ 110 no dia do ultimato de Trump ao Irã

Israel e EUA atacam Kharg e Qom; Estreito de Ormuz permanece fechado enquanto prazo americano vence nesta noite
Trump, ultimato ao Irã e barris de petróleo em alta: o impacto Brent

O barril de petróleo Brent subia 0,60%, a US$ 110,39, na abertura desta terça-feira (7) — dia em que vence o ultimato dado por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo.

Na segunda-feira (6), Israel atacou pela segunda vez o complexo petroquímico de South Pars, o maior campo de gás natural do planeta. Nesta terça, novos bombardeios atingiram a Ilha de Kharg — onde se armazena 90% do petróleo exportado pelo Irã — e pontes na cidade de Qom, a cerca de 150 km de Teerã.

Ultimato e escalada de ataques

No domingo (5), Trump ampliou a pressão sobre Teerã ao ameaçar atacar usinas de energia e pontes — infraestrutura civil — caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz. O recado marcou uma virada em relação à postura americana: em meados de março, após o primeiro bombardeio israelense a South Pars, Washington havia condenado o ataque e garantido a Teerã que não haveria novas ofensivas ao complexo.

A promessa durou semanas. Na segunda-feira (6), Israel anunciou pelo Ministério da Defesa um novo ataque a South Pars. Desta vez, sem qualquer reação americana pública.

Nesta terça (7), o Exército israelense emitiu um “alerta urgente” para que cidadãos iranianos evitassem viagens de trem nas próximas horas, sinalizando bombardeios iminentes à malha ferroviária do país.

Kharg e Qom sob fogo

Segundo a imprensa iraniana, a Ilha de Kharg foi bombardeada nesta terça. A ilha é estratégica: por ela escoam 90% de todo o petróleo exportado pelo Irã. A ofensiva a Qom incluiu ataques a pontes — o mesmo tipo de alvo que Trump havia listado no ultimato ao Irã.

A imprensa local atribui os ataques a uma ação conjunta entre Estados Unidos e Israel. Nenhum dos dois governos se pronunciou oficialmente sobre os bombardeios.

A Ilha de Kharg havia sido preservada nas duas primeiras semanas do conflito. Em meados de março, Trump confirmou ter bombardeado o local, afirmando ter poupado as reservas de petróleo e atingido apenas bases militares.

O Estreito de Ormuz foi fechado pelo Irã em 4 de março, como retaliação a ataques americanos e israelenses. Desde então, o barril de petróleo iniciou uma trajetória de alta consistente — superando os US$ 83 já nos primeiros dias do bloqueio.

A escalada foi progressiva. O Brent ultrapassou US$ 110 pela primeira vez em meados de março, quando o bloqueio do Estreito entrava na segunda semana sem nenhuma perspectiva de reabertura. Na terceira semana de conflito, o barril já acumulava alta superior a 40% desde o início da guerra, com analistas alertando para o risco de uma espiral inflacionária de alcance global.

Agora, com os bombardeios se expandindo para infraestrutura de transporte, produção energética e alvos civis, o mercado opera sob incerteza máxima. O prazo de Trump vence nesta terça à noite, sem sinais de que Teerã pretende recuar.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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