Economia

Imposto de importação sobe, mas arrecadação recua 3,2% em fevereiro

Queda nas compras externas e câmbio mais fraco anularam efeito do aumento tarifário no primeiro mês
Ministro Fernando Haddad em evento oficial discute queda de arrecadação do imposto de importação

A Receita Federal revelou nesta terça-feira (24) que a arrecadação do imposto de importação caiu 3,2% em termos reais em fevereiro — justamente o mês em que parte do aumento do tributo sobre cerca de mil produtos importados entrou em vigor.

O resultado ficou em R$ 7,17 bilhões, abaixo dos R$ 7,4 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Os valores foram corrigidos pela inflação.

Por que a arrecadação caiu mesmo com imposto maior?

A Receita Federal aponta dois fatores combinados para explicar o recuo: uma queda de 1,24% no valor em dólar das importações e uma redução de 9,8% na taxa média de câmbio no período. Com menos produtos entrando no país e um dólar mais fraco, a base de cálculo do tributo encolheu — e as alíquotas mais altas não foram suficientes para compensar.

O órgão ressaltou ainda que apenas uma parte do aumento entrou em vigor em fevereiro. O restante das novas tarifas passou a valer somente a partir de março, o que torna prematura qualquer avaliação definitiva sobre o impacto fiscal da medida.

Apesar da queda no imposto de importação, a arrecadação federal total bateu recorde em fevereiro, alcançando R$ 222,1 bilhões — o maior valor para o mês em 32 anos —, sustentada por outros tributos como contribuição previdenciária e PIS/Cofins. Veja a análise completa do recorde de arrecadação federal em fevereiro.

Meta de R$ 14 bilhões e reação do governo

Ao anunciar a medida, o Ministério da Fazenda projetou uma arrecadação adicional de R$ 14 bilhões em 2026 com o aumento das tarifas. Nesta terça-feira, o Fisco confirmou que o resultado anual deverá ficar próximo dessa estimativa, mesmo com o fraco desempenho de fevereiro.

Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, minimizou o resultado do primeiro mês ao ser questionado por jornalistas. “Temos um ano pela frente”, declarou.

A medida, que gerou forte repercussão negativa nas redes sociais, foi justificada pelo governo como instrumento de proteção à indústria nacional. O resultado, porém, se insere num contexto de recuos: semanas antes, o próprio governo já havia aberto nova rodada de isenções para produtos sem similar nacional, reconhecendo as distorções geradas pelo aumento tarifário de fevereiro. Leia mais sobre os cortes no imposto de importação anunciados pelo governo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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