Política

Vorcaro assina acordo de confidencialidade e Accende guerra Versions Lula-Bolsonaro

Assinatura do termo pela PF e PGRimenta embate político sobre quem será mais atingido pelas revelações do banqueiro
Polícia Federal e PGR assinam acordo de confidencialidade com o banqueiro Vorcaro no Caso Master, acendendo disputa política

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, assinou o termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a PGR, primeiro passo para uma eventual delação premiada. A assinatura Accende uma guerra de versões entre apoiadores do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Bolsonaro sobre quem será mais prejudicado pelas revelações sobre fraudes bancárias e compra de apoio político.

Em Brasília, as especulações já circulam antes mesmo de um acordo ser fechado. A depender do que for revelado, o cenário eleitoral pode beneficiar um dos dois lados que lideram as pesquisas ou abrir caminho para algum candidato que afirme não ter envolvimento com os esquemas do banqueiro.

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (18) que a delação é o “ovo da serpente” para Bolsonaro e para o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A frase intensificou o embate com a base bolsonarista, que contra-ataca apontando para ministros e políticos do PT, principalmente os da Bahia.

Acordo ainda depende de negociação

Segundo investigadores ouvidos pelo Tropiquim, o termo de confidencialidade assinado por Vorcaro representa apenas a primeira etapa das negociações. O banqueiro está preso preventivamente e a colaboração pode ser fechada ou não, dependendo do que ele aceitar contar e das provas que conseguir apresentar.

A presença conjunta da PF e PGR nas negociações é vista como um alívio dentro do STF e no meio político. A PGR tende a evitar “excessos de delegados”, enquanto a PF não vai permitir operações para acobertar autoridades.

Outros-delatores podem seguir

Líderes partidários em Brasília avaliam que uma colaboração de Vorcaro deve ser acompanhada pela de outros investigados, como o fundador da Reag, João Carlos Mansur. O efeito cascata pode criar um ambiente de turbulência justamente no início da campanha eleitoral.

Analistas políticos apontam que a delação tem potencial para ser a mais explosiva da história da República, atingindo os Três Poderes. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, que tende a rejeitar delações seletivas.

O Banco Master foi alvo da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro e revelou um esquema de fraudes bancárias e compra de apoio político estimada em bilhões de reais.

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