Política

Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para facilitar delação no caso Banco Master

Ministro do STF mandou dono do Banco Master do presídio de segurança máxima para a Polícia Federal em Brasília
Colagem editorial: Mendonça transfere Vorcaro delação de presídio máximo para Polícia Federal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (19) a transferência de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, do presídio de segurança máxima para a superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A mudança foi concedida para facilitar os depoimentos que o empresário prestará a partir de agora e para viabilizar as negociações de delação premiada, segundo fontes ouvidas pelo blog.

Logística para delação

A transferência representa a primeira etapa prática do processo de delação. Dentro de um presídio de segurança máxima, os protocolos dificultavam a realização de depoimentos pela PF e pela PGR.

Na superintendência da PF, Vorcaro estará em uma sala que mais se parece com um quarto do que com uma cela — diferente da cela de 9 metros quadrados onde estava custodiado.

Negociação em curso

Na quarta-feira (18), o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a PF para informar o interesse do banqueiro em fechar um acordo de delação premiada. Ainda não há acordo assinado, mas as conversas sobre os assuntos que podem ser delatados e a discussão sobre redução de penas já começaram.

Os investigadores estão prontos para ouvi-lo e cobrar consistência nos depoimentos, além de meios de obtenção de provas. A expectativa é que Vorcaro possa entregar informações sobre altas autoridades da República.

Contexto da prisão

Vorcaro está preso desde a semana passada, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro linkedas ao Banco Master. A transferência ocorre dias após a troca de seu advogado — de Pierpaolo Bottino para José Luís Oliveira Lima, conhecido por defender a delação como instrumento de defesa.

O ministro André Mendonça é o relator do caso no STF.