Política

Lula aciona PF e Senacon para investigar suspeita de cartel no diesel

Inteligência do governo detectou indícios de combinação de preços com estoques antigos nas distribuidoras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou a Polícia Federal e a Secretaria Nacional do Consumidor para investigar práticas ilegais de preços no mercado de diesel.

Serviços de inteligência do governo identificaram indícios de formação de cartel com uso de estoques antigos do combustível para forçar reajustes artificiais — preocupação que ganha dimensão ainda maior por se tratar de ano eleitoral.

Cartel nas distribuidoras ou nos postos?

Segundo um assessor presidencial, a PF vai investigar se a possível formação de cartel está ocorrendo nas distribuidoras ou nas redes de postos de combustível. Os preços são livres no Brasil, mas acertos entre concorrentes para elevar artificialmente o valor do diesel são ilegais e configuram crime contra os consumidores.

A ofensiva do Palácio do Planalto vinha se construindo há dias — na semana passada, a Senacon já havia acionado o Cade para investigar distribuidoras que praticavam altas sem qualquer reajuste da Petrobras.

A movimentação de Lula já havia produzido resultado concreto na véspera: na terça-feira (17), a PF abriu formalmente um inquérito para apurar preços abusivos nos postos, em operação que abrangeu nove estados e o Distrito Federal.

Diesel, frete e risco inflacionário

Em paralelo às investigações, o governo atua para garantir o pagamento de um preço mínimo de frete aos caminhoneiros — especialmente num contexto em que o diesel é pressionado pela disparada do petróleo, agravada pela guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

Para auxiliares de Lula, a alta do combustível tem potencial de desencadear um efeito em cadeia: pressionar a inflação, forçar o Copom a adotar postura mais conservadora no momento em que o Banco Central se preparava para reduzir a taxa de juros, e deteriorar ainda mais o humor da população com o governo.

Ano eleitoral e popularidade em queda

Auxiliares do presidente admitem que este início de 2026 tem sido negativo para o governo, com reflexo direto na imagem de Lula. As pesquisas mostram aumento da desaprovação — que ainda supera a aprovação —, um quadro preocupante para quem tenta a reeleição.

Do lado oposto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à Presidência, avança nas intenções de voto e pressiona o cenário da disputa eleitoral.

Diante do ambiente adverso, aliados de Lula defendem que a coordenação da campanha de reeleição já entre em ação para tentar reverter o quadro antes mesmo de a disputa formal ter início. A equipe presidencial faz a ressalva de que, por ora, o presidente ainda não está “apanhando” da oposição — e que o embate mais duro deve se intensificar na campanha propriamente dita.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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