Economia

ANP autua 13 postos em operação nacional contra diesel abusivo

Ação em 22 cidades monitora repasse da MP que zerou PIS/Cofins do combustível

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) fiscalizou 42 postos de combustíveis e uma distribuidora em 22 cidades nesta terça-feira (17), em operação contra preços abusivos que alcançou nove estados e o Distrito Federal.

A ação, feita em parceria com a Senacon e Procons municipais e estaduais, resultou em 13 autos de infração e notificações para envio de notas fiscais de compras recentes.

O pano de fundo é a alta de 11,8% no preço do diesel antes da publicação da MP 1.340, que zerou o PIS/Cofins sobre o combustível e pode reduzir o valor em até R$ 0,32 por litro.

Diesel 11,8% mais caro antes da MP

A fiscalização acontece num momento delicado para o preço do diesel. Antes da publicação da MP 1.340, na última sexta-feira (13), o combustível havia acumulado alta de 11,8% e chegado a R$ 6,80 o litro nos postos.

A medida zerou os impostos federais PIS/Cofins sobre o diesel e ainda prevê subvenção de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores. O conjunto das medidas pode reduzir o preço final ao consumidor em até R$ 0,32 por litro.

A operação desta terça foi motivada justamente pelo acompanhamento dessa evolução — a ANP quer verificar se a redução tributária está sendo efetivamente repassada nas bombas.

Multas chegam a R$ 500 milhões

Dos 42 postos fiscalizados nas 22 cidades, 13 receberam autos de infração por “motivos diversos”, segundo a agência. Os estabelecimentos também foram notificados a enviar notas fiscais de compras recentes de combustíveis.

Em caso de irregularidades confirmadas, as penalidades podem variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, conforme a gravidade da conduta e o porte do infrator. A aplicação pode ser feita pela própria ANP ou por órgãos conveniados.

A fiscalização não se limitou ao preço: equipes também verificaram a quantidade de combustível fornecida pelas bombas e a qualidade do produto distribuído.

A operação desta terça é o capítulo mais recente de uma série de ações institucionais. Dias antes, a Senacon havia acionado o Cade para investigar se distribuidoras repassavam altas sem aval da Petrobras, em suposta infração à ordem econômica.

A fiscalização administrativa corre em paralelo a uma frente criminal: o Ministério da Justiça anunciou que a Polícia Federal abriu inquérito para apurar preços abusivos de combustíveis em todo o país.

A MP 1.340, citada como motivação para o monitoramento de preços, foi regulamentada por decreto que detalhou as regras do subsídio ao diesel — incluindo teto de R$ 10 bilhões e obrigação de apresentar notas fiscais para receber o benefício.

A ação nacional mobilizou Procons de múltiplos estados, consolidando um modelo descentralizado que combina autoridade federal e defesa do consumidor local para pressionar o setor a repassar a desoneração tributária ao preço final.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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