Política

STF mantém prisão de Vorcaro após pressão do centrão

André Mendonça articulou a maioria e barrou tentativa de acordo que causou constrangimento no Supremo

O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão resistiu a uma intensa pressão política promovida por lideranças do centrão junto a ministros da Corte.

A costura para garantir a maioria foi conduzida pelo ministro André Mendonça, que articulou os votos de Luiz Fux e Nunes Marques. O voto de Gilmar Mendes ainda não foi proferido.

Segundo apuração do blog, lideranças do centrão procuraram ministros da Corte nos bastidores para defender a transferência de Vorcaro para a prisão domiciliar. O argumento era estratégico: uma eventual delação premiada do banqueiro poderia atingir atores políticos relevantes.

Tentativa de acordo causou constrangimento no Supremo

A revelação das tratativas gerou desconforto entre os ministros. Nas palavras de um integrante da Corte ouvido pelo blog, soltar Vorcaro diante do volume de evidências seria um “escárnio” para o Supremo — e reforçou o clima de tensão nos bastidores.

A pressão ocorreu em meio a uma crise institucional que já preocupava o próprio presidente do STF: dias antes, Edson Fachin havia se reunido de forma não agendada com Mendonça numa tentativa de conter os danos políticos e institucionais do caso Master.

A disputa desta sexta-feira teve origem na decisão de Mendonça que, em 4 de março, prendeu Vorcaro e bloqueou até R$ 22 bilhões em ativos durante a terceira fase da Operação Compliance Zero — a primeira grande operação do ministro como relator neste processo.

Do ponto de vista interno, a atuação de Mendonça foi decisiva. O ministro precisava garantir o voto de Nunes Marques — além do apoio já confirmado de Luiz Fux — para consolidar a maioria e evitar uma derrota que poderia fragilizá-lo dentro do tribunal.

Derrota poderia jogar crise no colo de Flávio Bolsonaro

Uma eventual reversão da prisão também teria implicações fora do Supremo: poderia transferir o ônus da crise para o senador Flávio Bolsonaro, apontado como um dos principais fiadores da indicação de Nunes Marques ao STF.

No seu voto, Mendonça afirmou que o banqueiro integra uma “perigosa organização criminosa armada”. Ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. O julgamento aguarda o voto de Gilmar Mendes para ser encerrado — o placar está em 3 a 0 pela manutenção da prisão.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Trump usa PCC como peça central da estratégia de dominância nas Américas

Frente fria reforçada por ciclone mantém temporais no Sul e despenca temperatura no Sudeste

PSD lança Kassab como vice de Caiado, mas racha nos maiores colégios eleitorais

PGFN e SP pedem falência do Grupo Dolly por dívida de R$ 15,7 bilhões