Política

CGU vai apurar ex-servidores do BC acusados de vazar segredos ao dono do Master

Dupla usa tornozeleira eletrônica após decisão do STF e responde a processo administrativo por consultoria ilegal a Vorcaro

A Controladoria-Geral da União (CGU) vai definir qual processo administrativo será aberto contra dois ex-servidores do Banco Central acusados de atuar como consultores ilegais de Daniel Bueno Vorcaro, dono do Banco Master.

A medida foi desencadeada pela terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 4 de março de 2026, com indícios de crimes contra Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-supervisor do Departamento de Supervisão Bancária.

O esquema de consultoria ilegal

Segundo as investigações da PF, os dois servidores orientavam Vorcaro em processos que envolviam o Master junto ao regulador e vazavam informações sigilosas de interesse do banqueiro. Em troca, recebiam propina.

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, destacou em sua decisão que Vorcaro “manteve interlocução direta e frequente” com os responsáveis pela supervisão bancária, encaminhando documentos e minutas para análise prévia pela autarquia.

Foram identificadas também comunicações nas quais o banqueiro solicitava orientações estratégicas sobre a condução de reuniões institucionais, a elaboração de documentos e a abordagem de temas sensíveis perante autoridades regulatórias.

Medidas cautelares determinadas pelo STF

Com base nos indícios reunidos pela PF, André Mendonça determinou medidas contra os dois ex-servidores: uso de tornozeleira eletrônica e entrega do passaporte no prazo de 24 horas.

As medidas foram assinadas por Mendonça — o ministro assumiu o caso após Toffoli pedir redistribuição em fevereiro, e sua estreia como relator foi justamente a prisão de Vorcaro e o bloqueio de R$ 22 bilhões.

A terceira fase da Compliance Zero revelou um esquema ainda mais amplo: Vorcaro teria estruturado uma organização criminosa para monitorar autoridades, vazar informações e obstaculizar fiscalizações do BC.

CGU e Banco Central atuam em conjunto

A CGU, órgão do governo federal responsável pela defesa do patrimônio público e pelo combate à corrupção, já atuava em parceria com o BC antes mesmo da operação da PF. É esse trabalho integrado que vai definir o tipo de processo administrativo a ser conduzido contra os dois ex-servidores.

Os dois haviam sido afastados pelo BC antes da chegada da PF — uma sindicância interna aberta no fim de 2025 identificou a conduta irregular e alimentou as investigações que culminaram na prisão do banqueiro.

O Banco Master foi liquidado em 2025 após problemas de liquidez e suspeitas de fraudes. A defesa dos ex-servidores não foi localizada até a publicação desta reportagem.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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