Política

Assembleia do Irã diz estar perto de eleger novo líder supremo

Decisão é tomada sob bombardeios e após ataque israelense à própria sede do órgão

A Assembleia de Especialistas do Irã declarou nesta quarta-feira (4) estar “perto de uma decisão” sobre o novo líder supremo do país. O órgão, formado por 88 aiatolás, está reunido desde sábado para nomear o substituto de Ali Khamenei, morto em bombardeios coordenados por EUA e Israel.

A escolha ocorre em condições sem precedentes: no dia anterior, a sede da Assembleia foi atingida por um ataque israelense. Segundo a mídia de Israel, todos os 88 membros estavam presentes no local. Não há confirmação de mortos ou feridos.

Sucessão em meio à guerra aberta

Os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã na manhã de sábado (28 de fevereiro), deflagrando um conflito direto entre os três países. Explosões atingiram Teerã e outras cidades iranianas, matando Khamenei e membros do alto escalão militar e de governo. O Crescente Vermelho contabilizava, até segunda-feira (2), quase 800 mortos desde o início dos ataques.

A corrida pela sucessão ocorre em condições inéditas. Trump afirmou querer ‘alguém de dentro’ do regime para assumir o poder — e admitiu que ‘a maior parte das pessoas que tínhamos em mente morreram’.

A urgência da Assembleia tem razão de ser: o ministro da Defesa israelense declarou que qualquer pessoa que assuma a liderança suprema do Irã será tratada como alvo militar.

O conflito teve início em meio a negociações nucleares entre Washington e Teerã — o chanceler iraniano acusou os EUA de trair a diplomacia ao lançar os ataques e prometeu “sérias consequências”.

Reação iraniana e baixas norte-americanas

Em resposta aos bombardeios, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. A troca de ataques segue desde então, com bombardeios diários atingindo Israel, o próprio Irã e países do Golfo Pérsico.

Washington informou no domingo que seis militares americanos foram mortos desde o início do conflito. Trump prometeu vingança em declaração pública: “Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização.”

O desfecho da sucessão iraniana deve definir o posicionamento diplomático e militar do país nas próximas semanas — e sob quais condições o Irã continuará respondendo aos ataques externos.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Guerra Irã-EUA-Israel atinge 5º dia com ofensiva regional e crise de sucessão

Hegseth declara vitórias históricas no 5º dia de guerra contra o Irã

Ataque ao Irã expõe racha no movimento MAGA de Trump

EUA eliminam comandante iraniano que tramava assassinato de Trump

Mortes no Irã superam 1.045 no 5º dia de guerra com EUA e Israel

Quatro clérigos disputam liderança suprema no Irã após morte de Khamenei