Economia

Governo registra déficit de R$ 15,6 bilhões em agosto com melhora em relação a 2024

Resultado das contas públicas federais é o melhor para agosto desde 2021 e mantém expectativa de cumprimento da meta fiscal para 2025

O governo federal apresentou déficit primário de R$ 15,6 bilhões em agosto de 2025, conforme dados do Tesouro Nacional. O resultado é o melhor para o mês desde 2021 e reflete aumento das receitas e controle das despesas.

Em comparação a agosto de 2024, quando o déficit foi de R$ 22,1 bilhões, houve melhora significativa. O governo mantém a expectativa de cumprir a meta fiscal deste ano.

Desempenho das contas públicas em agosto

O déficit primário, que desconsidera os juros da dívida pública, ocorre quando as receitas do governo ficam abaixo das despesas. Em agosto, o saldo negativo foi de R$ 15,6 bilhões, resultado de receitas primárias de R$ 150,3 bilhões e despesas de R$ 165,9 bilhões.

As receitas primárias cresceram 5,2% em relação a agosto de 2024, impulsionadas principalmente pela arrecadação tributária. Já as despesas primárias subiram 2,8%, influenciadas por gastos obrigatórios e investimentos.

Comparativo histórico

O desempenho de agosto de 2025 foi o melhor para o mês desde 2021, quando houve superávit de R$ 2,3 bilhões. Em agosto de 2024, o déficit havia sido de R$ 22,1 bilhões, mostrando evolução positiva nas contas públicas.

Acumulado do ano e meta fiscal

Nos oito primeiros meses de 2025, o déficit acumulado nas contas do governo chegou a R$ 86,1 bilhões, número inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o déficit foi de R$ 98,4 bilhões.

A receita líquida no acumulado do ano somou R$ 1,527 trilhão, um aumento real de 3,9%, enquanto as despesas totalizaram R$ 1,611 trilhão, com alta real de 2,4%.

A meta fiscal para 2025 é de déficit zero, ou seja, equilíbrio entre receitas e despesas. No entanto, o arcabouço fiscal permite déficit de até 0,25% do PIB, cerca de R$ 31 bilhões, sem descumprimento formal da meta.

O governo projeta encerrar o ano com rombo de R$ 73,5 bilhões, mas, ao descontar despesas com precatórios, a estimativa oficial é de déficit de R$ 30,2 bilhões, dentro do limite permitido.