Antônio Camilo Antunes, preso pela Polícia Federal, declarou à CPI que é ‘empreendedor nato’ e negou qualquer ligação com o poder público. Ele afirmou que o apelido ‘careca do INSS’ é apenas um personagem fictício.
Mesmo assim, integrantes da CPI continuam utilizando o apelido durante as sessões. Antunes está detido em Brasília desde 12 de setembro.
Depoimento e postura na CPI
Durante a sessão da CPI que investiga desvios de pensões e aposentadorias da Previdência, Antônio Camilo Antunes foi apontado pela Polícia Federal como um dos principais articuladores do esquema que desviou bilhões de reais do INSS. Apesar das acusações, ele declarou não ter nenhuma relação com o poder público e reforçou que o personagem ‘careca do INSS’ é fruto da imaginação.
Antunes está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o dia 12 de setembro. Seu depoimento era o mais aguardado pelos membros da comissão parlamentar de inquérito, sendo um dos primeiros convocados para depor.
Sessão suspensa após recusa de respostas
Durante a oitiva, Antônio Carlos Camilo Antunes se recusou a responder às perguntas do relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), mantendo-se em silêncio durante todas as intervenções. O empresário justificou seu silêncio alegando que já teria sido julgado e condenado pelo relator em depoimentos anteriores, sem ter sido ouvido.
O clima ficou tenso quando o deputado Alfredo Gaspar provocou Antunes, afirmando que estavam diante do autor do maior roubo aos aposentados. A declaração gerou reação do advogado de Antunes, Cleber Lopes, que foi rebatido pelo deputado Zé Trovão (PL-SC). O vice-presidente da CPI, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), precisou suspender a sessão por alguns minutos para acalmar os ânimos.
Antunes, conhecido como ‘careca do INSS’ pelos membros da CPI, exerceu o direito de permanecer em silêncio para evitar autoincriminação durante o depoimento desta quinta-feira.