Política

Lula indica possível nomeação de Boulos para ministério visando articulação política até 2026

Presidente avalia fortalecer laços com movimentos sociais e ampliar base aliada com entrada de Guilherme Boulos no governo

O presidente Lula (PT) sinalizou novamente a intenção de nomear o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) para um ministério, buscando fortalecer a articulação política do governo com movimentos sociais até as eleições de 2026.

Em reunião no Palácio da Alvorada no sábado (20), Lula comentou sobre a possível ida de Boulos para a Esplanada, conforme publicado pela “Folha de S.Paulo” e confirmado por fontes do PT.

Boulos já esteve com Lula para tratar do assunto há duas semanas, mas ainda não há data definida para o anúncio oficial.

Discussões internas e articulação política

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que Lula deseja Boulos na Secretaria-Geral da Presidência, embora não haja certeza sobre o anúncio ser feito em breve. Um ministro afirmou que a decisão já foi tomada e que Lula conversou diretamente com Boulos, restando apenas definir o momento mais estratégico para oficializar a nomeação.

Apesar da vontade do presidente, há desafios a serem superados. Um dos principais pontos de impasse é a realocação do atual ministro da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo. Além disso, existem resistências tanto dentro do PSOL quanto do PT em relação à ida de Boulos para o ministério, o que exige negociações políticas delicadas.

Movimentos recentes e impacto

O deputado do PSOL foi um dos principais articuladores das manifestações ocorridas no domingo, cuja expressiva participação popular surpreendeu integrantes do governo Lula. O episódio reforçou a percepção de que Boulos pode contribuir para ampliar o diálogo do governo com setores organizados da sociedade civil.

Lula já manifestou em diversas ocasiões, a aliados, o desejo de ter Boulos no Palácio do Planalto, mas a ideia nunca saiu do papel. Nos últimos dias, no entanto, o movimento ganhou força, segundo interlocutores próximos ao presidente.

O cenário político para a nomeação ainda depende de ajustes internos, especialmente quanto ao destino de Márcio Macêdo e à superação das resistências partidárias. A expectativa é que a entrada de Boulos fortaleça a base do governo junto aos movimentos sociais e amplie a capacidade de articulação política para as eleições de 2026.

O desfecho da negociação é aguardado com atenção por aliados e adversários, que enxergam na possível nomeação um sinal de reconfiguração da estratégia política do governo federal.

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