Política

Lula nomeia Paulo Pimenta como novo líder do governo na Câmara

Deputado gaúcho assume posto deixado por Guimarães, que vai comandar o ministério estratégico de articulação com o Congresso
Lula aponta Paulo Pimenta como novo líder governo Câmara para articulação política

O presidente Lula anunciou nesta segunda-feira (13) o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) como novo líder do governo na Câmara dos Deputados.

A mudança ocorre porque José Guimarães (PT-CE), que ocupava o posto, foi chamado para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) — pasta responsável pela articulação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

Guimarães toma posse nesta terça-feira (14) e a previsão é que permaneça no cargo até o final do ano.

Quem é Paulo Pimenta

Pimenta chega ao posto em seu sexto mandato como deputado federal. Já liderou a bancada petista por dois anos consecutivos, em 2018 e 2019, e presidiu a Comissão Mista de Orçamento (CMO) e a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHM). Mais recentemente, esteve à frente da bancada governista na CPMI do INSS.

O deputado gaúcho também tem passagem pelo primeiro escalão: foi ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência no início do terceiro mandato de Lula, antes de ser substituído por Sidônio Palmeira no começo do ano passado.

Ao fazer o anúncio nas redes sociais, o presidente destacou que a articulação política do governo “tem sido fundamental para várias conquistas do povo”.

O vácuo deixado na SRI

A nomeação de Pimenta preenche a lacuna deixada por Guimarães na liderança do governo na Câmara — cargo que o deputado cearense ocupava até aceitar o convite de Lula para comandar a Secretaria de Relações Institucionais, abrindo mão de sua pré-candidatura ao Senado. Leia mais: Guimarães troca candidatura ao Senado por ministério estratégico de Lula.

A SRI ficou sem titular após a saída da ministra Gleisi Hoffmann, no último sábado (4), em função do prazo de desincompatibilização — período em que ministros devem deixar os cargos até seis meses antes das eleições, caso queiram concorrer ao pleito.

A movimentação é o mais recente capítulo da maior reforma ministerial pré-eleitoral da história recente do país, que em abril registrou 17 saídas do primeiro escalão — incluindo a de Gleisi Hoffmann, cuja vaga na SRI Guimarães agora ocupa. Veja o panorama completo: Reforma ministerial fecha com 17 saídas no governo Lula.

Questionado sobre seu futuro após o fim do ano, Guimarães declarou que, em caso de reeleição de Lula, “o futuro a Deus pertence”. A frase resume o cenário de indefinições que paira sobre o Planalto às vésperas do ano eleitoral.

Com Pimenta assumindo a articulação na Câmara, o governo Lula aposta em um nome de confiança e com longa experiência parlamentar para conduzir a pauta governista no plenário durante um período politicamente sensível.