Rubens Oliveira Costa, preso durante a CPMI do INSS em 22 de abril, teve sua renda multiplicada por oito entre 2021 e 2024. O ex-diretor financeiro de empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, também viu seu patrimônio crescer quase quatro vezes no período, segundo declarações de Imposto de Renda analisadas pela Receita Federal.
As movimentações bancárias de Costa em 2024 chegaram a R$ 1,3 milhão, valor considerado “excessivo” pela Receita em relação à origem dos recursos declarados.
Evolução patrimonial e movimentações bancárias
De acordo com dados enviados pela Receita Federal, Rubens Oliveira Costa declarou aumento de renda de R$ 69 mil em 2021 para R$ 537 mil em 2024. Sua principal fonte de renda é a Fronteira Consultoria e Gestão Financeira, empresa que compartilha endereço com outras ligadas ao Careca do INSS.
Em 2024, Costa movimentou R$ 1,3 milhão em suas contas bancárias, enquanto seu patrimônio declarado era de R$ 506 mil. A Receita Federal apontou que “verifica-se excesso de movimentação financeira em relação aos rendimentos declarados, que segue, em tese, sem origem conhecida”. No ano anterior, Costa movimentou R$ 1 milhão em débitos, e em 2022, recebeu R$ 162 mil e enviou R$ 121 mil em transações bancárias.
Detalhes do patrimônio
O patrimônio pessoal de Costa saltou de R$ 132 mil em 2021 para quase R$ 506 mil em 2024. Na última declaração, ele informou possuir um veículo de R$ 237 mil e R$ 269 mil em conta-corrente e aplicações financeiras. Em 2021, possuía apenas um veículo de R$ 130 mil e aplicações financeiras. Durante depoimento à CPMI, Costa afirmou ter R$ 300 mil em poupança bloqueada pela Justiça, mas não declarou aplicações em poupança entre 2021 e 2024; a maioria dos investimentos estava em tesouro e ações.
Outros envolvidos e repercussão
Milton Salvador, também ligado ao Careca do INSS e ouvido pela CPMI em 18 de abril, triplicou sua renda entre 2022 e 2024, passando de R$ 241 mil para R$ 760 mil. Assim como Costa, Salvador teve movimentações financeiras consideradas suspeitas pela Receita: entre 2023 e 2024, os valores saltaram de R$ 580 mil para R$ 1,2 milhão.
Apesar do aumento de renda e movimentações, o patrimônio de Salvador permaneceu estável, variando de R$ 1,8 milhão em 2022 para R$ 1,9 milhão em 2024. As investigações continuam apurando a origem dos recursos e possíveis irregularidades associadas aos descontos ilegais em aposentadorias do INSS.