Emmanuel Macron, presidente da França, anunciou nesta segunda-feira (22) o reconhecimento do Estado palestino durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A medida visa promover a paz entre israelenses e palestinos e reforça o movimento internacional por uma solução de dois Estados.
Com a decisão, a França se junta a mais de 140 países que já reconhecem a Palestina, incluindo o Brasil, e amplia a pressão diplomática sobre Israel.
Durante seu discurso, Macron afirmou que há uma “responsabilidade histórica” em preservar a possibilidade de uma solução de dois Estados, com Israel e Palestina vivendo lado a lado em paz e segurança. O presidente francês já havia sinalizado a intenção de oficializar o reconhecimento em julho, antecipando o anúncio feito na ONU.
A decisão francesa ocorre em um contexto de crescente apoio internacional à causa palestina. Recentemente, Reino Unido, Canadá e Austrália também reconheceram o Estado palestino. No domingo (21), Portugal oficializou seu reconhecimento, e outros países europeus, como Bélgica, expressaram intenção semelhante.
O reconhecimento da Palestina é visto como resposta à expansão de assentamentos israelenses e à presença militar na Faixa de Gaza. França e Arábia Saudita lideram esforços diplomáticos para ampliar a adesão à causa palestina.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou a decisão, alegando que ela “recompensa o terror e corre o risco de criar mais um representante do Irã”.
Reconhecimento global e contexto histórico
Mais de 140 países já reconhecem oficialmente o Estado palestino, o que representa cerca de 80% dos 193 membros da ONU. A Assembleia Geral da ONU elevou o status da Palestina para “Estado não membro” em novembro de 2012.
Em 2024, países como Espanha, Irlanda, Noruega e Eslovênia romperam uma década de paralisia europeia e aderiram ao reconhecimento. Antes disso, a maioria dos reconhecimentos vinha de antigos países comunistas, além de Suécia, Islândia e Chipre.
Nas Américas, poucos países ainda não reconheceram a Palestina, como EUA e Panamá. Na Europa, Alemanha, Itália, Áustria e as nações bálticas continuam reticentes.
O aumento recente de reconhecimentos ocorre em meio à intensificação do conflito na Faixa de Gaza e à expansão de colônias israelenses na Cisjordânia, ambos territórios palestinos.