O ministro Gilmar Mendes, do STF, declarou nesta segunda-feira (15) que está convicto de que a proposta de anistia aos acusados de tentativa de golpe de Estado não será votada no Congresso Nacional.
A fala ocorreu durante um evento em defesa da democracia e soberania nacional, realizado no teatro Tuca, da PUC-SP, em São Paulo, no Dia Internacional da Democracia.
O encontro reuniu artistas, intelectuais e políticos e também foi palco para críticas do ministro à reação dos Estados Unidos ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Declarações de Gilmar Mendes
Durante o evento em São Paulo, Gilmar Mendes reforçou sua confiança de que o Congresso não irá votar a proposta de anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado. “Tenho convicção de que isso não será votado”, afirmou o ministro do STF diante de uma plateia composta por artistas, intelectuais e políticos.
O evento, realizado no teatro Tuca, da PUC-SP, celebrou o Dia Internacional da Democracia e teve como foco a defesa da democracia e da soberania nacional.
Críticas à reação internacional
Além de abordar a questão da anistia, Gilmar Mendes comentou sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como “absolutamente regular”. O ministro também criticou a reação dos Estados Unidos ao processo que envolveu Bolsonaro, sem detalhar quais pontos específicos foram alvo das críticas.
O posicionamento de Gilmar Mendes ocorre em meio a debates nacionais sobre responsabilização de envolvidos em atos antidemocráticos. A proposta de anistia tem gerado controvérsia entre diferentes setores políticos e da sociedade civil.
No evento, a presença de artistas, intelectuais e políticos reforçou o tom de defesa das instituições democráticas. A celebração do Dia Internacional da Democracia serviu de pano de fundo para manifestações em prol da manutenção do Estado de Direito e da soberania do país.
O ministro do STF também aproveitou o momento para ressaltar a importância do respeito às decisões judiciais brasileiras por parte da comunidade internacional, especialmente diante de críticas vindas dos Estados Unidos sobre o julgamento de Jair Bolsonaro.