A Ucrânia lançou um ataque de drones na noite de sábado (13) contra alvos na Rússia, incluindo a refinaria de Kirishi, no noroeste do país, onde um incêndio foi registrado. Autoridades russas confirmaram o ataque, que não deixou feridos. O presidente Volodymyr Zelensky elogiou as forças ucranianas pelos ataques a instalações petrolíferas russas.
O Ministério da Defesa russo afirmou que 361 drones foram abatidos, além de bombas guiadas e um míssil HIMARS. O ataque ocorre em meio a pressões internacionais por novas sanções à Rússia.
Detalhes do ataque e resposta russa
O ataque de drones realizado pela Ucrânia teve como um dos principais alvos a refinaria de Kirishi, localizada na região de Leningrado, noroeste da Rússia. Segundo Alexander Drozdenko, governador local, três drones foram destruídos na área da refinaria e um incêndio causado por destroços foi rapidamente controlado, sem registro de feridos.
O Ministério da Defesa da Rússia relatou que sistemas de defesa aérea conseguiram abater pelo menos 361 drones, além de quatro bombas aéreas guiadas e um míssil HIMARS de fabricação americana. Apesar do grande número de ataques, as autoridades russas não detalharam a localização exata dos outros alvos atingidos.
A refinaria de Kirishi é uma das duas maiores do país, responsável pelo refino de cerca de 17,7 milhões de toneladas métricas de petróleo bruto por ano, o que corresponde a 6,4% da produção nacional.
Reação da Ucrânia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou em mensagem de vídeo o impacto estratégico dos ataques. “As sanções mais eficazes, as sanções que funcionam mais rápido, são os ataques às fábricas de petróleo russas, a seus terminais, a seus depósitos de petróleo”, afirmou Zelensky. Ele acrescentou que essas ações restringem significativamente a indústria petrolífera russa e limitam a capacidade de guerra do país vizinho.
Pressão internacional e propostas de sanções
Em resposta ao cenário de conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs no sábado (13) que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) adotem um pacote de “sanções severas” contra a Rússia. Trump condicionou o apoio dos EUA à medida ao compromisso dos países europeus de interromper a compra de petróleo russo.
Em carta direcionada aos membros da Otan e publicada em sua rede social, Trump declarou: “Estou pronto para impor sanções severas à Rússia quando todas as nações da Otan tiverem concordado e começado a fazer o mesmo, e quando todas as nações da Otan PARAREM DE COMPRAR PETRÓLEO DA RÚSSIA”. Ele criticou a continuidade das compras de petróleo russo por alguns países, afirmando que isso enfraquece o poder de barganha do bloco.
Além disso, Trump sugeriu a aplicação de tarifas de 50% a 100% sobre produtos chineses até o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia, como forma de acelerar o desfecho da guerra. A proposta reflete o aumento da tensão entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin, cuja relação tem se deteriorado desde o encontro bilateral realizado no Alasca em agosto, que terminou sem acordo de cessar-fogo.
Na sexta-feira (11), Trump afirmou que sua paciência com Putin “está acabando, e está acabando rápido”.