Política

Rússia lança ataques aéreos contra cidades ucranianas e deixa mortos e feridos

Ofensiva com drones e mísseis atinge Kiev e Zaporizhzhia e provoca reações de autoridades europeias

A Rússia realizou ataques aéreos contra cidades da Ucrânia na madrugada deste domingo (28), conforme informou o ministro das relações exteriores ucraniano, Andrii Sybiha.

Em Kiev, três pessoas morreram e dez ficaram feridas, segundo a administração militar local.

Bombardeios também atingiram Zaporizhzhia, deixando pelo menos 16 feridos, incluindo três crianças.

Detalhes dos ataques e reações internacionais

Segundo Andrii Sybiha, a ofensiva russa utilizou “centenas de drones e mísseis”, destruindo prédios residenciais e causando baixas civis. O ministro relatou em publicação no X que a escalada dos ataques tem ampliado o número de vítimas e danos à infraestrutura urbana.

Além de Kiev, outras regiões ucranianas foram atingidas, com destaque para a cidade de Zaporizhzhia, onde o bombardeio deixou 16 feridos, entre eles três crianças. A situação reforça o clima de tensão e insegurança na Ucrânia diante da intensificação dos ataques russos.

O contexto dos ataques ocorre após drones sobrevoarem a maior base militar da Dinamarca na sexta-feira (26). Países europeus responsabilizam a Rússia pelos episódios, mas o governo russo nega envolvimento. Durante a Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou: “A Rússia está sendo acusada de quase planejar um ataque à Aliança do Atlântico Norte (Otan) e aos países da União Europeia. O presidente Putin tem repetidamente desmentido essas provocações”.

Resposta europeia e medidas de segurança

Em reação aos recentes episódios, ministros da Defesa de países do leste europeu concordaram, na sexta-feira, sobre a necessidade de criar um “muro antidrones”. O objetivo é fortalecer as capacidades de rastreamento e interceptação desses equipamentos, considerados uma ameaça crescente à segurança do bloco.

O debate sobre proteção aérea e defesa antimísseis ganhou novo impulso após os ataques na Ucrânia e os incidentes envolvendo drones em território europeu. As discussões indicam uma tendência de reforço da cooperação militar entre países da região para enfrentar riscos semelhantes no futuro.

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