Política

Maioria dos brasileiros rejeita anistia a Bolsonaro aponta Datafolha

Pesquisa revela que 54 por cento são contra anistia ao ex-presidente e 39 por cento apoiam medida

Levantamento do Datafolha divulgado neste sábado (13) mostra que 54% dos brasileiros se opõem à anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 39% são favoráveis. O Congresso Nacional discute a possibilidade após a condenação de Bolsonaro pelo STF.

Além disso, 61% rejeitam perdão aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, e metade dos entrevistados apoia a prisão do ex-presidente.

Resultados da pesquisa Datafolha

Segundo o Datafolha, 54% dos brasileiros são contra a aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma anistia que livraria Jair Bolsonaro da condenação por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Já 39% apoiam a medida, enquanto 2% se dizem indiferentes e 4% não souberam opinar.

A pesquisa também investigou a opinião sobre o perdão aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Para 61% dos entrevistados, não deve haver qualquer tipo de perdão. Outros 33% apoiam o perdão, 5% não sabem e 1% se declara indiferente.

Condenação e repercussão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio. Essa decisão intensificou o debate sobre a anistia no Congresso.

Percepção sobre prisão de Bolsonaro

O levantamento do Datafolha revelou ainda que 50% dos entrevistados defendem a prisão de Bolsonaro pela tentativa de golpe, enquanto 43% são contra essa medida e 7% não souberam responder.

Questionados sobre a possibilidade de prisão do ex-presidente, metade dos entrevistados acredita que ela ocorrerá, 40% acham que não e 10% não souberam opinar.

Divisão da opinião pública

Os dados mostram uma sociedade dividida, mas com maioria contrária à anistia e ao perdão para crimes ligados ao episódio de 8 de janeiro. O tema segue em destaque no ambiente político e social, com possíveis repercussões no Congresso Nacional.