O dólar iniciou esta quinta-feira (11) em alta, cotado a R$ 5,418 às 9h10, enquanto investidores aguardam novos dados de inflação dos Estados Unidos e acompanham o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. O Ibovespa abre às 10h, com o mercado atento a possíveis cortes nos juros americanos e às repercussões políticas do julgamento.
Cenário econômico e político
O início do dia foi marcado pela valorização do dólar, que subiu 0,21% frente ao real. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem abertura prevista para as 10h. O foco dos investidores está dividido: no campo econômico, a divulgação de novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos pode influenciar as expectativas para cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve. Já no cenário político, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal permanece no radar, com possibilidade de condenação e eventuais retaliações do governo americano.
O acumulado do dólar na semana é de -0,11%, no mês -0,28% e no ano -12,51%. O Ibovespa, por sua vez, acumula -0,18% na semana, +0,68% no mês e +18,38% no ano.
Julgamento de Jair Bolsonaro
A Primeira Turma do STF retomou na quarta-feira (10) o julgamento da chamada trama golpista. Após os votos do relator Alexandre de Moraes e do ministro Flávio Dino, ambos pela condenação, Luiz Fux votou pela absolvição de Bolsonaro e outros réus da acusação de organização criminosa, defendendo a nulidade da ação penal por entender que o STF não seria a corte adequada para julgar o caso. O placar está 2 a 0 pela condenação, restando os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
No plano internacional, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo de Donald Trump está disposto a “usar meios militares” para proteger a liberdade de expressão globalmente, em referência a uma eventual condenação de Bolsonaro. No entanto, declarou que não há ações adicionais contra o governo brasileiro no momento. O Itamaraty respondeu, sem citar os EUA, condenando o uso de sanções econômicas ou ameaças de força contra a democracia brasileira.
Bolsas globais e repercussões
Em Wall Street, investidores aguardam a divulgação do índice de inflação ao consumidor, que pode ser decisivo para uma redução dos juros americanos já na próxima semana. O ambiente de cautela é reforçado por uma recente queda inesperada na inflação ao produtor e sinais de desaceleração do mercado de trabalho, fatores que aumentam as chances de mudança na política monetária dos EUA.
Os índices futuros americanos apontam leve alta: Dow Jones Futuro (+0,16%), S&P 500 Futuro (+0,18%) e Nasdaq Futuro (+0,28%).
Na Europa, os mercados abriram em alta, com o índice STOXX 600 subindo 0,29% às 8h45 (horário de Brasília). Londres (FTSE) avançava 0,47%, Paris (CAC-40) 0,90%, Milão (FTSE/MIB) 0,43%, Madri (Ibex-35) 0,14% e Lisboa (PSI20) 0,18%. Frankfurt (DAX) recuava 0,16%. O clima é de expectativa pela decisão do Banco Central Europeu sobre os juros.
Na Ásia, o fechamento foi misto. O índice de Xangai subiu 1,65% e o CSI300 2,31%, impulsionados pelo otimismo em tecnologia e inteligência artificial, apesar de preocupações com restrições dos EUA a medicamentos chineses. Tóquio (Nikkei) teve alta de 1,22%, enquanto Hong Kong (Hang Seng) caiu 0,43%. Outros mercados: Seul (+0,9%), Taiwan (+0,09%), Cingapura (+0,22%) e Sydney (-0,29%).