Economia

Dólar sobe com cenário político brasileiro e dados dos Estados Unidos influenciam mercados

Mercados globais reagem a decisões políticas no Brasil e à expectativa sobre juros nos EUA, enquanto Ibovespa e bancos oscilam

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (21), cotado a R$ 5,487, impulsionado por incertezas políticas no Brasil e dados econômicos dos EUA.

O Ibovespa inicia o dia após forte volatilidade, com investidores atentos ao indiciamento de Jair Bolsonaro e decisões do STF sobre bancos.

Mercados globais oscilam, com bolsas asiáticas em alta e europeias mistas, enquanto Wall Street recua diante do simpósio do Fed.

Mercados internacionais e desempenho das bolsas

Os mercados europeus apresentam desempenho misto, refletindo a recente queda das ações de tecnologia nos EUA. O STOXX 600 registra leve alta de 0,14%, enquanto o DAX da Alemanha recua 0,38%. O FTSE 100 do Reino Unido sobe 0,27%, o CAC 40 da França avança 0,02% e o FTSE MIB da Itália apresenta queda de 0,20%.

Na Ásia, as ações da China atingiram o maior nível desde 2015, impulsionadas pela migração de fundos para o mercado acionário e pela atuação de Pequim para conter a concorrência excessiva. O índice de Xangai avançou 1,04%, o CSI300 subiu 1,14% e o Hang Seng, referência de Hong Kong, teve alta de 0,17%. Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,51%, enquanto o Kospi de Seul caiu 0,68% e o Taiex de Taiwan baixou 2,99%. Em Cingapura, o Straits Times subiu 0,08% e em Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 0,25%.

Cenário político e impactos no mercado brasileiro

O indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, Eduardo Bolsonaro, por tentativa de coação a autoridades, está no centro das atenções dos investidores. Além disso, decisões recentes do ministro do STF Flávio Dino, que restringem o cumprimento automático de ordens judiciais estrangeiras por bancos brasileiros, continuam a impactar o setor financeiro. Dino proibiu instituições financeiras nacionais de atender determinações de tribunais estrangeiros sem autorização expressa do STF, em resposta à imposição da Lei Magnitsky pelo governo dos EUA.

Com isso, bancos sofreram forte queda no pregão anterior, mas a maioria das ações fechou em alta no pregão de hoje, aliviando parte das perdas. Banco do Brasil subiu 0,51%, Bradesco 0,13%, Itaú 0,17%, Santander 2,08%, enquanto BTG caiu 1,15%.

O ministro Alexandre de Moraes afirmou à Reuters que bancos brasileiros podem ser punidos se bloquearem ativos domésticos em resposta a ordens norte-americanas, reforçando a soberania nacional sobre o sistema financeiro.

Indicadores econômicos e fluxo cambial

O dólar acumula alta de 1,38% na semana, queda de 2,28% no mês e recuo de 11,44% no ano. O Ibovespa registra queda de 1,23% na semana, alta de 1,20% no mês e avanço de 11,96% no ano.

O Banco Central divulgou que, até 15 de agosto, o fluxo cambial foi positivo em US$ 149 milhões, puxado por entradas financeiras de US$ 687 milhões, enquanto o canal comercial teve saldo negativo de US$ 538 milhões. Na semana de 11 a 15 de agosto, o fluxo total foi positivo em US$ 31 milhões, mas no acumulado do ano o Brasil registra saldo negativo de US$ 14,692 bilhões.

Fed, política monetária dos EUA e repercussão

A ata do Federal Reserve mostrou que apenas dois membros defenderam corte de juros na última reunião, permanecendo isolados. Michelle Bowman e Christopher Waller votaram por redução de 0,25 ponto percentual, mas a maioria optou por manter a taxa entre 4,25% e 4,50%. Dados recentes reforçaram preocupações com o mercado de trabalho e inflação, temas frequentemente explorados por Donald Trump, que pediu a renúncia da diretora do Fed, Lisa Cook.

Aprovação do governo Lula

Segundo pesquisa Quaest, a aprovação do governo Lula subiu para 46%, enquanto a desaprovação caiu para 51%, a menor diferença desde janeiro de 2025, quando havia empate técnico.

Bolsas de Nova York

Os principais índices de Wall Street operam em queda: Dow Jones -0,04%, S&P 500 -0,62% e Nasdaq -1,28%, refletindo cautela dos investidores antes do simpósio do Fed em Jackson Hole.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Dólar sobe com investidores atentos ao boletim Focus e cenário internacional

Dólar recua com investidores atentos a dados do emprego nos Estados Unidos

Peso argentino desvaloriza mais de 27 por cento frente ao dólar em 2025

Dólar avança com expectativa sobre inflação dos EUA e julgamento de Bolsonaro

Dólar inicia semana em queda com mercado atento às decisões de juros no Brasil e nos EUA

Dólar recua e bolsa brasileira avança em meio à expectativa por decisões de juros