O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estar “muito desapontado com o Brasil” durante coletiva na última quinta-feira (5/9). Trump comentou sobre possíveis restrições a vistos para a Assembleia Geral da ONU, citando tarifas e mudanças políticas no Brasil. O evento reúne líderes mundiais e tem início em 22 de setembro.
Durante a coletiva, Donald Trump foi questionado por uma repórter sobre notícias de que sua administração poderia barrar vistos para a Assembleia Geral da ONU, evento anual que reúne chefes de Estado e delegações, incluindo as do Brasil. Embora não tenha respondido diretamente, Trump expressou insatisfação com o governo brasileiro, afirmando: “Estamos falando de coisas que nos deixam muito desapontados com o Brasil. Aplicamos tarifas muito altas por causa do que eles estão fazendo, algo muito lamentável. Eu amo o povo do Brasil.”
O presidente norte-americano destacou que “o governo mudou radicalmente. Foi para a esquerda de forma muito intensa, muito radical, e isso está prejudicando o país gravemente. As coisas lá estão indo muito mal. Muito, muito mal. Então, vamos ver”, disse Trump durante a coletiva.
Segundo a Associated Press (AP), a administração Trump já negou vistos para o líder palestino Mahmoud Abbas e sua delegação, impedindo a participação em uma reunião de alto nível da ONU neste mês. Agora, restrições semelhantes estão sendo consideradas para outras delegações, incluindo possivelmente Irã, Sudão, Zimbábue e, surpreendentemente, o Brasil.
O Brasil tradicionalmente ocupa posição de destaque na Assembleia Geral da ONU, realizando o discurso de abertura desde 1947. Neste ano, a reunião está marcada para começar em 22 de setembro. As restrições a vistos ainda estão em análise pela administração Trump e podem ser alteradas, segundo a AP.
A agência também relata que essas propostas fazem parte da política de revisão rigorosa de vistos do governo Trump, que inclui avaliações amplas tanto para quem já possui permissões legais de entrada nos EUA quanto para aqueles que buscam participar da reunião da ONU.
O possível endurecimento nas regras para delegações estrangeiras, especialmente para países que tradicionalmente participam ativamente da ONU, pode gerar repercussão diplomática e afetar a presença de representantes brasileiros no evento deste ano.