No segundo dia do julgamento da suposta trama golpista, as defesas de Jair Bolsonaro e três generais apresentaram seus argumentos no Supremo Tribunal Federal.
As sustentações orais destacaram a contestação da delação de Mauro Cid e negaram tentativa de golpe.
O julgamento ocorre em meio a grande repercussão política e jurídica em Brasília.
Argumentos das defesas no STF
No Supremo Tribunal Federal, as defesas de Bolsonaro e dos generais Heleno, Braga Netto e Augusto Heleno centraram suas sustentações na tentativa de descredibilizar a delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Os advogados afirmaram que não há provas materiais que sustentem a acusação de tentativa de golpe de Estado e que os depoimentos de Cid seriam contraditórios e sem respaldo em documentos.
Durante a sessão, a defesa de Bolsonaro reforçou que o ex-presidente sempre atuou dentro da legalidade e negou qualquer envolvimento em articulações para romper a ordem democrática. Já os representantes dos generais argumentaram que eles apenas cumpriram funções institucionais, sem participação em qualquer plano golpista.
Contestações à delação de Mauro Cid
Os advogados também questionaram a validade e a motivação da delação de Mauro Cid, alegando que ela teria sido obtida sob pressão e sem a devida comprovação dos fatos narrados. Segundo as defesas, as acusações não se sustentam diante da ausência de elementos concretos.
Repercussão e próximos passos
O julgamento do STF sobre a suposta trama golpista tem gerado forte repercussão nos meios político e jurídico. Parlamentares aliados de Bolsonaro criticaram o andamento do processo e reforçaram o discurso de perseguição política, enquanto opositores defendem o rigor das investigações.
Especialistas apontam que o desfecho do julgamento pode impactar o cenário político nacional, especialmente em relação à elegibilidade de Bolsonaro e à atuação das Forças Armadas em processos democráticos. O Supremo deve retomar o julgamento nos próximos dias, com expectativa de novos depoimentos e possíveis decisões sobre medidas cautelares.