Durante reunião com ministros do União Brasil e Progressistas, Lula cobrou mais defesa do governo e revelou desconforto com Antonio Rueda. O presidente ainda questionou sobre Luciano Bivar, ex-presidente do União Brasil, acirrando tensões com Rueda. O episódio acelerou o desgaste entre os partidos e o Palácio do Planalto.
Segundo relatos de auxiliares que participaram do encontro, Lula afirmou que não gosta de Antonio Rueda, assim como Rueda não gosta dele. A declaração foi feita no contexto de uma cobrança direta aos ministros do União Brasil e do Progressistas: caso desejassem permanecer nos cargos, deveriam defender o governo de forma mais enfática.
O encontro ocorreu em 26 de junho, um dia após a Câmara dos Deputados ter derrubado o decreto presidencial que regulamentava o IOF. A relação entre Lula e Rueda já era considerada ruim, mas o clima piorou sensivelmente ao final da reunião.
Na despedida, Lula perguntou: “E o Bivar, como tá?”, em referência a Luciano Bivar, ex-presidente do União Brasil e inimigo declarado de Rueda. A pergunta foi interpretada como uma provocação, acentuando o distanciamento entre o presidente e o chefe do partido.
O recado de Lula aos ministros do União Brasil e do Progressistas foi entendido como um ultimato, pressionando as legendas a se posicionarem de maneira mais clara em apoio ao governo. A referência a Luciano Bivar expôs ainda mais a divisão interna no União Brasil, já que Bivar e Rueda são adversários políticos dentro da sigla.
O episódio contribuiu para acelerar o desgaste na relação do Palácio do Planalto com os partidos da base aliada, especialmente em um momento de tensão após a derrota do governo na Câmara em relação ao IOF. O futuro da participação do União Brasil e do Progressistas no governo passou a ser questionado por integrantes das próprias legendas após o encontro.