Política

Centrão intensifica pressão e Motta admite possível votação do projeto de anistia

Líderes partidários e Tarcísio de Freitas pressionam presidente da Câmara para pautar urgência sobre perdão aos condenados do 8 de janeiro

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou nesta terça-feira (2) que não colocará em tramitação, por ora, o pedido de urgência para o projeto de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.

Durante reunião com líderes partidários, a oposição e integrantes do Centrão pressionaram Motta a pautar o tema. O governador Tarcísio de Freitas também defendeu a votação.

Motta indicou que o assunto terá que ser enfrentado em breve, sinalizando possível avanço da proposta.

Debate sobre urgência do projeto de anistia

Na reunião destinada a definir os projetos prioritários da Câmara, líderes da oposição insistiram para que Hugo Motta colocasse em pauta o pedido de urgência do chamado “projeto da anistia”. O objetivo da proposta é acelerar a tramitação do texto que pode perdoar os condenados pelos ataques de 8 de janeiro.

O movimento ganhou força com a adesão de líderes do Centrão, que passaram a apoiar publicamente a inclusão do tema na agenda de votações. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também apresentou o pleito, ampliando a pressão sobre a presidência da Câmara.

Apesar da pressão, Hugo Motta negou que o projeto será votado nesta semana. No entanto, afirmou aos líderes partidários que o tema “precisaria ser enfrentado em algum momento”, sugerindo que pode aceitar pautá-lo em breve.

A discussão sobre a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro tem gerado divisões entre os parlamentares. Enquanto parte da oposição e do Centrão defende a tramitação acelerada do projeto, outros setores da Câmara demonstram resistência à proposta.

O posicionamento de Hugo Motta indica que, apesar da recusa inicial, o tema permanece sensível e pode retornar à pauta em curto prazo, especialmente diante da mobilização de lideranças políticas e de governadores como Tarcísio de Freitas.

A decisão final sobre a tramitação do projeto de anistia deve depender do avanço das articulações políticas e da pressão contínua dos grupos interessados em sua aprovação.

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