Política

Maduro acusa Estados Unidos de planejar mudança de regime na Venezuela

Presidente afirma que governo americano prometeu entregar poder a opositores e alerta para ameaça militar

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de buscar uma mudança de regime no país e de prometer o poder a grupos opositores. As declarações foram feitas em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1º) em Caracas, diante de jornalistas nacionais e internacionais.

Maduro alertou ainda para o envio de embarcações americanas com 1.200 mísseis em direção à Venezuela, classificando a ação como uma ameaça sem precedentes à América Latina.

Acusações de interferência externa

Durante a coletiva, Nicolás Maduro afirmou que há uma estratégia clara dos Estados Unidos para desestabilizar o governo venezuelano. Segundo ele, o apoio americano a grupos opositores inclui a promessa explícita de entregar o poder a esses setores. Maduro reforçou que seu governo está preparado para enfrentar qualquer tentativa de intervenção estrangeira e garantiu que a soberania nacional será defendida a todo custo.

O presidente venezuelano também detalhou que embarcações dos EUA, equipadas com 1.200 mísseis, estão se dirigindo à região, o que ele considera “a maior ameaça à América Latina do último século”. Maduro ressaltou que a presença militar americana é vista como uma provocação e um risco direto à estabilidade do continente.

Reação do governo venezuelano

Maduro foi enfático ao afirmar que, caso a Venezuela seja atacada, o país entrará imediatamente em “período de luta armada” para defender seu território, sua história e seu povo. “Se a Venezuela for atacada, passaria imediatamente ao período de luta armada em defesa do território nacional, da história e do povo venezuelano”, declarou o presidente.

Essas declarações ocorrem em um momento de tensão crescente entre Caracas e Washington, com o governo venezuelano reiterando sua disposição de resistir a qualquer tentativa de mudança de regime imposta por forças externas. A coletiva de imprensa, considerada rara, reuniu jornalistas de diversos países e reforçou o tom de alerta adotado pela liderança venezuelana diante das movimentações militares dos Estados Unidos na região.