Economia

Ações da Reag desabam 22 8 por cento após operação da PF contra lavagem de dinheiro do PCC

Operação Carbono Oculto atinge grupo Aster Copape fintech BK Bank e fundo Reag usados para ocultação de patrimônio

A Reag, gestora de investimentos listada na B3, viu suas ações caírem 22,8% após ser alvo da operação Carbono Oculto da Polícia Federal. A ação investiga lavagem de dinheiro do PCC por meio de fundos e fintechs, incluindo o grupo Aster/Copape e BK Bank.

Segundo o Ministério Público, o grupo criminoso atuava em todo o setor de produção de cana-de-açúcar, obrigando empresários a venderem propriedades subfaturadas sob ameaça. A operação mobilizou 1.400 agentes em oito estados e é considerada a maior do Brasil contra o crime organizado.

Como funcionava o esquema do PCC

O PCC obrigava fazendeiros, donos de usinas e postos de gasolina a venderem propriedades subfaturadas, ameaçando-os de morte caso resistissem ou denunciassem. O grupo usava empresas como o grupo Aster/Copape, a fintech BK Bank e o fundo Reag para ocultar patrimônio, empregando ao menos 40 fundos de investimento nesse processo.

O esquema envolvia a importação irregular de produtos químicos para adulterar combustíveis, afetando mais de 300 postos identificados, com estimativa do setor de impacto em 30% dos postos de São Paulo (cerca de 2.500 estabelecimentos). A Receita Federal identificou fundos com patrimônio de R$ 30 bilhões controlados pelo PCC, operando principalmente no mercado financeiro de São Paulo, com membros infiltrados na Avenida Faria Lima.

Mais de 350 pessoas físicas e jurídicas são investigadas por crimes como lavagem de dinheiro, fraude fiscal, estelionato, crimes ambientais e contra a ordem econômica.

O papel da Reag e sua trajetória

Fundada em 2012 por João Carlos Mansur, a Reag Investimentos atua em soluções financeiras sofisticadas, com foco em investimentos alternativos. Mansur possui mais de 35 anos de experiência em auditoria e planejamento estratégico. A gestora ganhou destaque ao adquirir os naming rights do Cine Belas Artes, que passou a se chamar REAG Belas Artes, e por uma série de aquisições, como Hieron, Berkana, Rapier, Quadrante e Quasar.

Em 2024, a Reag comprou a Empírica Investimentos, especializada em crédito estruturado e FIDCs, posicionando-se entre as três maiores do segmento, com cerca de R$ 25 bilhões sob gestão. Em janeiro de 2025, realizou a incorporação reversa da GetNinjas, tornando-se uma holding aberta e passando a negociar ações sob o código REAG3. Pouco depois, listou a Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (CiabraSF), com portfólio de mais de 700 fundos e patrimônio líquido de R$ 240 bilhões.

Operação Carbono Oculto

A operação da PF é a junção de três investigações e mobilizou 1.400 agentes em oito estados. O grupo criminoso sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos, afetando toda a cadeia econômica dos combustíveis. As irregularidades foram identificadas em diversas etapas da produção e distribuição, lesando consumidores e o mercado. Os principais alvos são o Grupo Aster/Copape, BK Bank e Reag, usados para movimentação e blindagem de patrimônio.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Mercado reage à investigação sobre Reag e teme exposição de nomes em escândalos

Deputado solicita ao Banco Central suspensão da compra do Banco Master pelo BRB

Reag Investimentos negocia venda de controle após investigação por ligação com PCC

Fundo da Reag recebeu R$ 1 bi de empresas do PCC, aponta COAF

Justiça Federal declara incompetência e afasta PF do caso do PCC em combustíveis

Operação Carbono Oculto revela uso de fintechs e fundos para lavagem de dinheiro pelo PCC