Economia

IPCA 15 registra deflação de 0 14 por cento em agosto aponta IBGE

Energia elétrica residencial e alimentos básicos puxam queda no índice que acumula 4 95 por cento em 12 meses

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, apresentou deflação de 0,14% em agosto, informou o IBGE nesta terça-feira (26). O resultado representa desaceleração frente a julho, quando o índice subiu 0,33%.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,95%. A queda foi menor que a esperada pelo mercado, que previa deflação entre 0,19% e 0,22%.

Principais influências na deflação

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a principal contribuição negativa para o IPCA-15 de agosto veio da redução dos preços de energia elétrica residencial, que caíram 4,93%. O impacto foi resultado do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês. Apesar disso, permanece em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Dos nove grupos pesquisados, quatro apresentaram queda: Habitação (-1,13%), Comunicação (-0,17%), Alimentação e bebidas (-0,53%) e Transportes (-0,47%). Os demais grupos oscilaram entre 0,03% (Artigos de residência) e 1,09% (Despesas pessoais).

Alimentos e bebidas em destaque

No grupo Alimentação e bebidas, a deflação ocorreu pelo terceiro mês consecutivo, puxada pelo subgrupo alimentação no domicílio, que recuou 1,02% em agosto. Entre os itens com maiores quedas estão manga (-20,99%), batata-inglesa (-18,77%), cebola (-13,83%), tomate (-7,71%), arroz (-3,12%) e carnes (-0,94%).

Comparação anual e expectativas

Em agosto de 2024, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,19%, evidenciando a desaceleração do índice neste ano. Apesar da deflação, o resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que estimavam uma queda mais acentuada.

O desempenho dos grupos pesquisados demonstra que fatores pontuais, como o Bônus de Itaipu e a dinâmica dos preços dos alimentos, continuam a influenciar o comportamento do índice. O acompanhamento dos próximos meses será fundamental para avaliar se a tendência de desaceleração se mantém.