A defesa de Jair Bolsonaro enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, documentos médicos que comprovam a ida do ex-presidente ao hospital no sábado.
A apresentação do atestado foi exigida por Moraes para liberar a saída temporária de Bolsonaro da prisão domiciliar para exames.
Bolsonaro realizou coleta de sangue, urina, endoscopia e tomografia abdominal no Hospital DF Star.
Exigência judicial e procedimentos médicos
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a saída temporária de Jair Bolsonaro da prisão domiciliar mediante a apresentação de atestado médico que comprovasse a realização dos exames. O ex-presidente compareceu ao Hospital DF Star na manhã de sábado, onde passou por coleta de sangue, urina, endoscopia e tomografia abdominal.
Segundo a equipe médica, os exames foram motivados por um quadro recente de febre, tosse, episódios persistentes de refluxo gastro-esofágico e soluços. Os resultados apontaram infecções pulmonares, esofagite e gastrite.
Quadro clínico e recomendações
De acordo com os médicos, os exames de Bolsonaro indicaram imagem residual de duas infecções pulmonares recentes, possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração. Também foi constatada a persistência da esofagite e da gastrite, menos intensas, mas que exigem tratamento medicamentoso contínuo.
O atestado médico ressalta a necessidade de Bolsonaro seguir com o tratamento da hipertensão arterial, doença aterosclerótica das artérias carótidas e coronárias, dislipidemia e refluxo, além de adotar medidas preventivas de broncoaspiração.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprimento de decisões judiciais.