Saúde

Bolsonaro apresenta melhora parcial após internação e segue sob monitoramento médico

Ex-presidente permanece com anemia e alteração renal após ser internado em Brasília enquanto cumpre prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma melhora parcial após internação em Brasília, mas permanece com anemia e alterações na função renal, segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (17). Bolsonaro foi hospitalizado na noite de terça-feira (16) após sentir pressão baixa, tontura e vômitos, enquanto cumpre prisão domiciliar.

O quadro clínico do ex-presidente segue sendo monitorado ao longo do dia pela equipe médica, conforme informado pela família e pelo hospital.

Internação e quadro clínico

Jair Bolsonaro deu entrada em um hospital particular de Brasília na noite de terça-feira (16), apresentando desidratação, elevação da frequência cardíaca e queda da pressão arterial. A equipe médica optou pela internação diante do quadro. Segundo o boletim médico divulgado nesta quarta-feira (17), Bolsonaro teve uma “melhora parcial” após hidratação, mas segue com anemia e alterações da função renal.

O hospital informou que o ex-presidente recebeu reposição de ferro por via endovenosa e que exames laboratoriais confirmaram a anemia. Uma tomografia do tórax apontou “imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração”.

Prisão domiciliar e investigações

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado por tentativa de atrapalhar o processo sobre golpe de Estado. Na semana passada, o STF condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista que buscou mantê-lo no poder entre o fim de 2022 e início de 2023, impedindo a posse do presidente Lula.

Histórico médico recente

No domingo (14), Bolsonaro esteve no hospital para retirar lesões cutâneas. O boletim médico informou que foi realizada a “retirada cirúrgica de lesões cutâneas” sob anestesia local e sedação, sem intercorrências. Foram removidas oito lesões localizadas no tronco e no membro superior direito, e as amostras passarão por biópsia para avaliação complementar.

Em abril, Bolsonaro já havia passado por cirurgia no intestino devido a complicações da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

A equipe médica segue avaliando o tratamento complementar, enquanto o ex-presidente permanece sob monitoramento e cuidados intensivos em razão do quadro clínico e do histórico de saúde.